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Fitch: América Latina enfrenta crescente incerteza externa com Trump, e espaço fiscal se reduz

“Ameaças de tarifas dos EUA e políticas de imigração apresentam riscos ao crescimento da América Latina”, ressalta relatório da Fitch. Dólar mais forte e juros elevados...

Publicado em

Por Agência Estado

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Em meio a anúncios de tarifas comercias, retaliações e deportações em massa dos Estados Unidos, os países da América Latina enfrentam crescentes incertezas externas em 2025, alertou nesta terça-feira, 4, a agência de classificação de risco Fitch. E para complicar, os países da região estão com alcance limitado para responder com estímulos fiscais e monetários.

“Ameaças de tarifas dos EUA e políticas de imigração apresentam riscos ao crescimento da América Latina”, ressalta relatório da Fitch. Dólar mais forte e juros elevados nos EUA por mais tempo devem elevar os custos de empréstimos para governos e empresas da região, além de poder pressionar as moedas e fazer os bancos centrais ficarem mais cautelosos.

Esse quadro de aumento de incertezas externas e alta dos encargos da dívida em determinados países pode causar um “acúmulo de pressões de crédito negativas”, embora a maioria das perspectivas de classificação atualmente seja “estável”, como a do Brasil, ressalta a Fitch. Dos países da região, cinco têm perspectivas “positivas” para o rating – Aruba, Costa Rica, República Dominicana, Guatemala e Jamaica – e nenhum tem perspectiva “negativa”.

Em termos de perspectiva de crescimento para a América Latina, a Fitch observa que a retomada da Argentina vai contribuir para uma “ligeira aceleração” do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) regional em 2025, para 2,2%. Já o México, “enfrenta sérios riscos devido ao crescente protecionismo comercial dos EUA”.

Para o Brasil, a expectativa é que o crescimento vai ter desaceleração diante da crescente inflação, aperto monetário e incertezas fiscais. Brasil, Bolívia, Colômbia e Panamá têm os maiores déficits fiscais previstos para 2025, alerta a Fitch.

O ambiente de crescimento moderado das economias, preços de commodities mais suaves, pressões de gastos sociais e alívio limitado de taxas de juros estão “nublando as perspectivas de consolidação fiscal” para a região, conclui a agência de classificação de risco.

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