
Entediado em casa? Leia Mulheres Cascavel divulga calendário de leituras
Grupo programa leitura de livros escrito por mulheres e debates estão ocorrendo online......
Publicado em
Por Mariana Lioto

Com o propósito de incentivar a leitura, garantir a representatividade das mulheres escritoras e criar um espaço de partilha e escuta, o projeto Leia Mulheres Cascavel continua com as atividades mesmo durante a crise provocada pelo Covid-19.
Desde março o grupo vem realizando os encontros por aplicativos de videoconferência e com isso pessoas de todo o Brasil puderam participar. Para o segundo semestre as obras já estão escolhidas e assim todos conseguem comprar com antecedência, emprestar ou procurar em bibliotecas públicas. Toda as informações, programação e dicas estão no perfil do Instagram leiamulherescascavel em: https://www.instagram.com/leiamulherescascavel/?hl=pt-br
Para a seleção das obras são seguidos alguns critérios, como explicam as mediadoras e organizadoras do projeto, Juliana Matos e Regina Krauss. “Buscamos garantir a maior representatividade possível em relação aos países e continentes das autoras, gênero literário, etnia, orientação sexual e acesso aos meios de publicação, valor acessível dos livros e claro, autoria feminina”, explica Juliana.
JULHO – DIA 25
Amara Moira, E se eu fosse puta (pura)?
Professora de literatura, doutora em Letras pela Unicamp e prostituta em Campinas, Amara Moira traz um relato autobiográfico sobre sua transição de gênero e as experiências como profissional do sexo. Nesta obra, Amara mostra a vida por trás dos panos da profissão mais malfalada do mundo, mostrando as angústias, os medos, os preconceitos mas também, por que não?, os prazeres que ali conheceu. Custa entre R$ 10 e R$ 26.
AGOSTO – DIA 29
Jarid Arraes, Redemoinho em dia quente
Escritora conhecida por seus cordéis, Jarid Arraes estreia no gênero dos contos em Redemoinho em dia quente. Focando nas mulheres da região do Cariri, no Ceará, os contos de Jarid desafiam classificações e misturam realismo, fantasia, crítica social e uma capacidade ímpar de identificar e narrar o cotidiano público e privado das mulheres. Entre 15 e 30 reais.
SETEMBRO – DIA 26
Mary Shelley, Frankenstein
Um dos mais conhecidos livros de terror, o romance gótico de Mary Shelley foi concebido quando a autora tinha apenas dezoito anos. A história, que se tornaria a mais célebre ficção de horror, continua sendo uma incursão devastadora pelos limites da invenção humana. Obcecado pela criação da vida, Victor Frankenstein saqueia cemitérios em busca de materiais para construir um novo ser. Mas, quando ganha vida, a estranha criatura é rejeitada por Frankenstein e lança-se com afinco à destruição de seu criador. Pode ser encontrado em diversas versões com preços de R$ 15 a R$ 50.
OUTUBRO – DIA 31
Arundhati Roy, O Deus das pequenas coisas.
Elogiado livro de estreia da indiana Arundhati Roy, o livro narra a história dos gêmeos Rahel e Estha, que, na Índia de 1969, crescem entre os caldeirões de geleia de banana e as pilhas de grãos de pimenta da fábrica da avó cega. Armados da inocência invencível das crianças, os dois tentam inventar uma infância à sombra da ruína que é sua família e o fantasma de uma mariposa que um dia pertenceu a um entomologista imperial. O livro ganhou o prêmio britânico Booker Prize de 1997 e já foi editado em 36 países. Custa entre R$ 15 e R$ 30.
NOVEMBRO – DATA A DEFINIR
Conceição Evaristo, Becos da memória.
Becos da memória é um dos mais importantes romances memorialistas da literatura contemporânea brasileira. A autora traduz, a partir de seus muitos personagens, a complexidade humana e os sentimentos profundos dos que enfrentam cotidianamente o desamparo, o preconceito, a fome e a miséria; dos que a cada dia têm a vida por um fio. Sem perder o lirismo e a delicadeza, a autora discute, como poucos, questões profundas da sociedade brasileira. Custa entre R$ 25 e R$ 35.
DEZEMBRO – DATA A DEFINIR
Silvia Federici, O calibã e a bruxa.
A partir da análise histórica de como a execução de centenas de milhares de “bruxas” no começo da Era Moderna aconteceu, a pesquisadora acompanha o desenvolvimento do capitalismo e sua relação com o uso do “trabalho reprodutivo” das mulheres e a exploração do trabalho doméstico. Custa cerca de R$ 50, mas foi disponibilizado na internet pela autora e pelo coletivo Sycorax, que fez sua tradução para o português.
Mais informações em: https://www.instagram.com/leiamulherescascavel/?hl=pt-br
Assessoria
Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação
Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.
Participe do nosso grupo no Whatsapp
ou