Dívida Pública Federal cai 0,87% em janeiro para R$ 7,252 trilhões, mostra Tesouro

A correção de juros no estoque da DPF foi de R$ 46,37 bilhões no primeiro mês de 2025, enquanto houve um resgate líquido de R$ 109,76 bilhões....

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Por Agência Estado

O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) caiu 0,87% em janeiro e fechou o mês em R$ 7,252 trilhões. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 26, pelo Tesouro Nacional. Em dezembro, o estoque estava em R$ 7,316 trilhões.

A correção de juros no estoque da DPF foi de R$ 46,37 bilhões no primeiro mês de 2025, enquanto houve um resgate líquido de R$ 109,76 bilhões.

A DPF inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) teve recuo de 0,23% em janeiro e fechou o mês em R$ 6,951 trilhões.

Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 13,57% menor no mês, somando R$ 301,81 bilhões ao fim de janeiro.

Parcela de títulos

Com a elevação da taxa básica de juros, atualmente em 13,25% ao ano, a parcela de títulos da DPF atrelados à Selic subiu em janeiro para 47,98%. Em dezembro, estava em 46,29%.

O Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2025 prevê um intervalo de 48% a 52% para a participação desses títulos. Os papéis prefixados caíram, indo de 21,99% para 20,15%. No PAF, o intervalo previsto é de 19% a 23%.

Os títulos remunerados pela inflação avançaram para 27,72% do estoque da DPF em janeiro, ante 26,96% em dezembro. O plano anual estipula participação de 24% a 28% para eles. Os papéis cambiais oscilaram a participação na DPF de 4,76% para 4,15% no primeiro mês do ano. No PAF de 2025, o intervalo vai de 3% a 7% do estoque.

No relatório de hoje, o Tesouro informou ainda que a parcela da DPF a vencer em 12 meses apresentou redução, passando de 17,87% em dezembro para 17,28% em janeiro. No PAF de 2025, o intervalo previsto é de 16% a 20%.

O prazo médio da dívida teve alta de 4,05 anos para 4,11 anos, na mesma comparação. O plano aponta limites de 3,8 anos a 4,2 anos para 2025. Já o custo médio acumulado em 12 meses da DPF baixou de 11,80% ao ano para 11,40% a.a. no primeiro mês deste ano.

Participações

A participação dos investidores estrangeiros no total da Dívida Pública teve baixa em janeiro. De acordo com dados divulgados pelo Tesouro Nacional, a parcela dos investidores não residentes no Brasil no estoque da DPMFi passou de 10,20% em dezembro de 2024 para 9,94% em janeiro de 2025.

O estoque de papéis nas mãos dos estrangeiros somou R$ 691,15 bilhões em janeiro, ante R$ 710,91 bilhões em dezembro.

A maior participação no estoque da DPMFi continuou com as instituições financeiras, com 29,10% em janeiro, ante 29,49% em dezembro. A parcela dos fundos de investimentos passou de 21,68% para 22,08% em janeiro.

Na sequência, o grupo Previdência foi de 23,93% para 24,38% no primeiro mês de 2025. Já as seguradoras passaram de 3,97% para 4,01% na mesma comparação.

‘Colchão da dívida’

O Tesouro Nacional encerrou janeiro com R$ 743,92 bilhões no chamado “colchão da dívida”, a reserva de liquidez feita para honrar compromissos com investidores que compram os títulos brasileiros. O valor observado é 13,51% menor em termos nominais que os R$ 860,15 bilhões que estavam na reserva em dezembro.

O montante ainda é 8,52% menor em termos nominais, que o observado em janeiro de 2024 (R$ 813,24 bilhões).

O valor serve de termômetro para saber se o País tem recursos para pagar seus investidores ou precisará recorrer rapidamente ao mercado para reforçar o caixa. O montante de janeiro era suficiente para cobrir 6,72 meses de pagamentos de títulos, ante 6,24 meses em dezembro.

O Tesouro trabalha com um mínimo prudencial equivalente a uma reserva para três meses de vencimentos.

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