
Confiança baixa: Apenas 23,5% dos empresários do Oeste acreditam em expansão no 1º semestre
A parcela de gestores da região Oeste que projeta estabilidade no faturamento corresponde a 30,6%, enquanto 24,7% demonstram expectativas desfavoráveis. Outros 21,2% preferiram não opinar ou...
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Por Fábio Wronski

O otimismo dos empresários da região Oeste do Paraná caiu no primeiro semestre de 2025, de acordo com a Pesquisa de Opinião do Empresário do Comércio, realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR) e pelo Sebrae/PR. A média de confiança estadual foi de 31,2%, enquanto na região Oeste, apenas 23,5% do empresariado acredita na expansão dos negócios. Na edição anterior da pesquisa, as projeções positivas correspondiam a 41,2%, a segunda mais elevada do estado.
A parcela de gestores da região Oeste que projeta estabilidade no faturamento corresponde a 30,6%, enquanto 24,7% demonstram expectativas desfavoráveis. Outros 21,2% preferiram não opinar ou ainda não têm uma avaliação definida.
Apesar da queda no otimismo, o presidente do Sistema Fecomércio Sesc Senac PR, Darci Piana, acredita que o setor terciário continuará sendo um dos motores do desenvolvimento econômico do estado. “O Paraná segue como referência nacional, e acreditamos que o setor terciário continuará impulsionando a economia e gerando oportunidades para a nossa população”, destaca.
O diretor-superintendente do Sebrae/PR, Vitor Tioqueta, cita a carga tributária, a instabilidade política e a falta de mão de obra qualificada como os principais desafios enfrentados pelos empresários. No entanto, 33,6% dos empresários têm planos de investir mais neste semestre, especialmente em máquinas e equipamentos, marketing, modernização das instalações e qualificação da equipe.
Os empresários do setor de serviços são os mais confiantes, com 37% de expectativas favoráveis no estado. No varejo, as expectativas positivas chegam a 26,7%. No turismo, 25,9% dos entrevistados esperam aumento no faturamento.
As médias e grandes empresas lideram o otimismo, com 36,2% de perspectivas positivas. Entre as pequenas empresas, o percentual é de 23,3%, enquanto os microempreendedores individuais (MEIs) são os mais indecisos e registram a menor taxa de otimismo, com 15,9%.
A carga tributária e a instabilidade política nacional seguem como as principais dificuldades relatadas pelos empresários. Além disso, preocupações como a instabilidade econômica, a falta de mão de obra qualificada e a perda de poder de compra dos clientes também aparecem entre os desafios que impactam os negócios.
Entre os empresários paranaenses, 33,6% planejam realizar novos investimentos, priorizando aquisição de máquinas e equipamentos, propaganda e marketing, modernização das instalações e capacitação da equipe.
Segundo a pesquisa, 71,7% das empresas paranaenses pretendem manter ou ampliar o quadro de colaboradores. Apenas 7,4% preveem redução no número de funcionários, demonstrando que, apesar da moderação nas expectativas de crescimento, a tendência é de estabilidade no mercado de trabalho.
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