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Moedas Globais: dólar avança com ata do Fed e desavenças na Ucrânia

O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, fechou em alta de 0,11%, a 107,173 pontos, após máxima de 107,381...

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Por Agência Estado

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O dólar teve desempenho distinto ante rivais nesta quarta-feira, com queda ante o iene, mas alta frente ao euro e em relação à libra, enquanto o índice dólar reduziu os ganhos após a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserva (Fed, o banco central americano), na medida em que os investidores digeriam as declarações de cautela e de risco de inflação no país.

O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, fechou em alta de 0,11%, a 107,173 pontos, após máxima de 107,381 pontos. Perto das 17h50 (de Brasília), o dólar cedia a 151,50 ienes. O euro recuava a US$ 1,0426 e a libra caía a US$ 1,2586.

Na ata do Fed, os dirigentes do banco central avaliaram que os “riscos para o alcance das metas de emprego e inflação estão aproximadamente em equilíbrio”, mas observaram que “a inflação permaneceu um tanto elevada”, acima da meta de 2% do Fed, e destacaram que “mudanças na política comercial e de imigração são vistas como riscos potenciais para a inflação”.

As discussões sobre um possível fim ao conflito na Ucrânia ficaram acaloradas nesta quarta-feira, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamando o contraparte da Ucrânia Volodymyr Zelensky de ditador sem eleições, após Zelensky dizer que o presidente americano está vivendo em um espaço de desinformação criado pela Rússia, como resultado das conversas entre a Casa Branca e o Kremlin.

O dólar subiu a 1,4237 dólar canadense. A divisa do Canadá pode se enfraquecer em relação ao dólar norte-americano no curto prazo devido à postura mais cautelosa do Fed em relação aos cortes nas taxas de juros em comparação com o Banco do Canadá, disse Michael Pfister, analista do Commerzbank, em relatório.

“Os nossos economistas já não esperam que o Fed reduza as taxas de juro duas vezes no primeiro semestre do ano, mas sim que adie esses cortes até à virada do ano.” No entanto, é provável que o BOC termine em breve o seu ciclo de flexibilização da política monetária, com um corte final das taxas em abril.

Já o iene recebeu o suporte de sinal de que o Banco do Japão precisa continuar ajustando o grau de acomodação monetária, como disse Hajime Takata, membro do conselho de política monetária, na quarta-feira, ao alertar sobre o risco de a inflação subir muito.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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