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Inédito, índice do Banco Daycoval mostra condições financeiras mais frouxas do que apura o BC

De acordo com o economista-chefe do Daycoval, Rafael Cardoso, e os economistas Julio Cesar Barros e Antonio Ricciardi, “o ICF do BC é uma ferramenta útil...

Publicado em

Por Agência Estado

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Quando acrescido de novas variáveis, como volume e custo do crédito do BNDES e excluído o grupo de juros externos, as condições financeiras da economia brasileira se mostram mais frouxas do que apura o Índice de Condições Financeiras (ICF) do Banco Central (BC). É o que constata estudo inédito feito pelo Departamento Econômico do Banco Daycoval, que deu origem ao ICF-A, Índice de Condições Financeiras Ampliado.

De acordo com o economista-chefe do Daycoval, Rafael Cardoso, e os economistas Julio Cesar Barros e Antonio Ricciardi, “o ICF do BC é uma ferramenta útil para avaliar a influência das variáveis financeiras, como taxas de juros, crédito e preços de ativos, sobre a dinâmica da economia”.

No entanto, de acordo com os três economistas, os resultados empíricos mostram que o ICF-A apresenta correlações mais fortes com a atividade, tanto para o período corrente, quanto para horizontes futuros. “Este resultado indica que a inclusão das variáveis de crédito são relevantes para explicar o comportamento da atividade”, dizem.

Ou seja, atualmente o ICF-A sugere condições financeiras mais frouxas do que o indicado pelo ICF original do BC. Tanto que a correlação entre as duas versões do Índice de Condições Financeiras (IFC) e o indicador de atividade do BC, o IBC-Br, para o período atual e para horizontes de 3, 6, e 9 meses à frente, numericamente as condições financeiras se mostram mais frouxas.

Olhando especificamente para a correlação com o indicador de atividade seis meses à frente, revela o estudo do Daycoval, o ICF do Banco Central apresenta uma correlação fraca (-0,03), sugerindo uma capacidade limitada de antecipação das condições econômicas futuras. No entanto, afirmam Cardoso, Barros e Ricciardi, “ao incluir as variáveis de crédito no índice do BC, a correlação aumenta substancialmente em magnitude, chegando a -0,19”.

No período corrente, o IFC do BC apresenta uma correlação de -0,13 enquanto o IFC-A do Daycoval anota uma correlação de -0,50. Para três meses à frente a correlação é de -0,05 para o índice do BC e de -0,31 para indicador do Daycoval. Para 9 meses à frente as correlações são de -0,02 para -0,11.

“Esse resultado reforça a importância do crédito como determinante das condições financeiras e da atividade econômica futura”, sublinha o estudo.

Ainda, segundo o Departamento Econômico do Daycoval, “os principais fatores que contribuem para isso são o crescimento do volume de crédito, a redução do preço do crédito e os preços do petróleo”.

Por outro lado, segundo o estudo, as condições financeiras já apresentam pressões de aperto adicionais, principalmente devido à alta dos juros no Brasil e à desvalorização do real frente a outras moedas.

“Para 2025, espera-se que esse aperto se intensifique, revelando cenário mais desafiador para a atividade econômica”, preveem os economistas do Daycoval.

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