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Cautela externa antes da ata do Fed instiga queda do Ibovespa em meio a balanços

Após abrir na máxima em 128.528,28 pontos, com variação zero, o Índice Bovespa cedeu para o nível dos 127 mil pontos, em um movimento visto como...

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Por Agência Estado

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O viés de baixa dos índices futuros de ações norte-americanos na manhã desta quarta-feira, 19, se sobrepõe ao avanço das commodities e empurra o Ibovespa para baixo nesta quarta-feira. Além disso, a alta do dólar ante o real e dos juros futuros reforçam cautela em dia de agenda esvaziada de indicadores no Brasil e no exterior.

Após abrir na máxima em 128.528,28 pontos, com variação zero, o Índice Bovespa cedeu para o nível dos 127 mil pontos, em um movimento visto como realização parcial de lucros, após ter fechado com três altas seguidas.

Apesar da elevação de quase 1,00% do petróleo e de 1,48% do minério de ferro em Dalian, no fechamento hoje, os papéis cedem. A exceção é Usiminas, com elevação de quase 3,15%, por volta das 11h15, após o Itaú BBA elevar recomendação da ação para outperform (equivalente a compra).

Entre os poucos destaques de hoje estão as divulgações da ata do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), à tarde, e os balanços da Vale e do Banco do Brasil, após o fechamento da B3. Na noite de ontem saíram os números do Carrefour, GPA, XP e Iguatemi referentes ao quarto trimestre de 2024.

A expectativa é que a ata do Fed da reunião de política monetária de janeiro, quando os juros foram mantidos entre 4,25% e 4,50% ao ano, mantenha o tom cauteloso recente de dirigentes do banco central americano, inclusive do presidente Jerome Powell.

“A ata do Fomc Comitê Federal de Mercado Aberto é um dado extremamente importante, que é um relatório muito bom para termos ideia das premissas do colegiado do Federal Reserve”, pontua Alison Correia, analista de investimentos e cofundador da Dom Investimentos.

Ao mesmo tempo, continuam preocupações com a política tarifária nos Estados Unidos, chama a atenção o economista-chefe do BV, Roberto Padovani, em comentário matinal. “Também tivemos inflação pressionada no Reino Unido. Os destaques são, além de balanços corporativos, a ata do Fed. Portanto, o foco realmente é a condução da política monetária norte-americana. Há um viés de cautela na Europa e nos Estados Unidos”, diz.

Ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que novas tarifas sobre automóveis e produtos farmacêuticos serão de provavelmente 25% e devem ser anunciadas nas próximas semanas. Em conversa com jornalistas, Trump também afirmou que irá anunciar “chips e empresas automobilísticas voltando para os EUA”, visando impulsionar a economia americana.

Ontem o Ibovespa interrompeu uma série de três fechamentos seguidos com alta, ao encerrar aos 128.531,71 pontos (-0,02%).

Além de temores com as promessas de mais tarifas americanas e com o rumo dos juros nos EUA, há questões internas, salienta Alvaro Bandeira, coordenador de Economia da Apimec Brasil. “Investidores estão temerosos com a fraqueza política momentânea de Lula, troca de ministros e déficit fiscal”, afirma em boletim, ao referir-se à queda da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ainda, investidores monitoram outras notícias políticas. Ontem, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, denunciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras 33 pessoas no inquérito do golpe.

Às 11h13, o Ibovespa marcava 127.668,43 pontos e caía 0,67%. Vale cedia 0,79% e Banco do Brasil, que também divulga balanço após o fechamento da B3, recuava 1,36%.

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