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Raízen reverte lucro e tem prejuízo líquido de R$ 2,571 bilhões

A receita líquida da Raízen cresceu 14,3%, de R$ 58,492 bilhões para R$ 66,872 bilhões. ...

Publicado em

Por Agência Estado

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A Raízen registrou um prejuízo líquido de R$ 2,571 bilhões no terceiro trimestre da temporada 2024/25, que compreende o período entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2024, revertendo o lucro de R$ 793 milhões obtido no igual intervalo da safra anterior. Segundo a empresa, o resultado foi afetado pela “menor contribuição dos resultados operacionais e aumento das despesas financeiras, incluindo efeitos não recorrentes”, conforme destacado no release de resultados, divulgado na sexta-feira, 14, depois do fechamento do mercado financeiro.

A receita líquida da Raízen cresceu 14,3%, de R$ 58,492 bilhões para R$ 66,872 bilhões.

Já o Ebitda ajustado (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 3,123 bilhões, uma queda de 20,5% ante os R$ 3,923 bilhões registrados no terceiro trimestre da safra anterior.

O desempenho foi atribuído ao avanço nas vendas de açúcar e etanol, compensado pelo menor resultado das operações de trading em todos os negócios. Além disso, a empresa mencionou impactos climáticos e queimadas ocorridas em agosto do ano passado, que afetaram a qualidade da cana e o mix de produção.

“Houve redução substancial da produção de açúcar e menor disponibilidade de produto, resultando em uma dinâmica de custos menos favorável devido ao efeito de menor diluição sobre a parcela fixa dos custos e impactos inflacionários. É importante destacar também a forte base de comparação em Mobilidade, dada a conjuntura favorável, tanto no Brasil quanto na Argentina, no ano passado”, destacou.

A alavancagem financeira encerrou o trimestre em 3 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda dos últimos 12 meses, ante 1,9 vez no mesmo período da safra passada. Os investimentos recuaram 7,7%, para R$ 2,795 bilhões, enquanto a dívida líquida aumentou 22,6%, atingindo R$ 38,590 bilhões.

Produção e vendas

A Raízen processou 77,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar até o fim do terceiro trimestre da safra 2024/25, uma queda de 6,9% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. No período, o ATR teve um leve aumento de 1,5%, passando de 134,1 kg/tonelada para 136,1 kg/tonelada, enquanto o TCH caiu 9,6%.

A produção de açúcar recuou 12,5%, totalizando 5,075 milhões de toneladas até o fim do terceiro trimestre. A produção de etanol de primeira geração aumentou 0,4%, chegando a 3,113 milhões de metros cúbicos, enquanto a produção de etanol de segunda geração (E2G) cresceu 97,2%, atingindo 49,7 mil metros cúbicos. O mix de produção foi equilibrado, com 50% destinado ao açúcar e 50% ao etanol.

No acumulado da safra, o volume de vendas de etanol próprio cresceu 14,8%, atingindo 2,540 milhões de metros cúbicos, enquanto as vendas de açúcar próprio avançaram 6,5%, somando 4,037 milhões de toneladas.

Processo de simplificação

A Raízen afirmou, no release de resultados do terceiro trimestre da temporada 2024/25, que tem avançado em sua estratégia de reestruturação, com a venda de ativos para otimizar sua estrutura de capital e gerar valor aos acionistas. A empresa diz que a nova fase se iniciou em novembro de 2024, sendo marcada por mudanças na gestão e um foco maior na eficiência operacional.

“A mudança demanda uma maior eficiência operacional e a revisão do portfólio de ativos, com o objetivo de acelerar o processo de simplificação e otimização da companhia”, destacou a administração no release. O foco principal da empresa será na distribuição de combustíveis e na produção e venda de açúcar, etanol e bioenergia.

Entre as iniciativas de reciclagem de portfólio no último trimestre, a Raízen concretizou a venda dos direitos de exploração de 900 mil toneladas de cana-de-açúcar por R$ 384 milhões. Além disso, alienou projetos de geração distribuída solar, resultando em um montante bruto de caixa de aproximadamente R$ 475 milhões. A empresa também reduziu sua participação na operação de mobilidade no Paraguai de 50% para até 27,4%, evitando um desembolso de até US$ 54 milhões até novembro de 2026.

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