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Dólar sobe por exterior com liquidez reduzida por feriado nos EUA

A moeda americana desacelerou o ganho intradia com investidores de olho na queda de popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e em notícias apontando...

Publicado em

Por Agência Estado

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O dólar opera em alta no mercado à vista, acompanhando o ajuste positivo no exterior em relação ao iene e libra e às principais moedas emergentes pares do real, como os pesos chileno e mexicano, rublo e rand sul-africano. A queda de 0,92% do minério de ferro em Dalian, na China, e o recuo do petróleo contribuem. A liquidez deve ficar reduzida em dia de feriado nos EUA, e sem negócios nas bolsas em Nova York e mercado de Treasuries.

A moeda americana desacelerou o ganho intradia com investidores de olho na queda de popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e em notícias apontando que ele pensa em evitar concorrer à reeleição se estiver em condições físicas debilitadas.

Os investidores avaliam ainda o boletim Focus e IBC-BR, divulgados na manhã desta segunda-feira, 17.

A economia brasileira cresceu 3,8% em 2024, segundo o IBC-Br. No trimestre encerrado em dezembro, o índice avançou 0,02% frente ao trimestre anterior (com ajuste sazonal) e 4,42% na comparação anual (sem ajuste). O IBC-BR com ajuste sazonal caiu 0,73% em dezembro ante novembro. O resultado mensal ficou acima da mediana de -0,4% das projeções, cujo intervalo ia de -1,3% a zero. Já a alta em 2024 superou a mediana de 3,4% das projeções (intervalo de 1,7% a 5%).

No Focus, a projeção suavizada do IPCA 12 meses à frente desacelerou de 5,87% para 5,77%, embora as projeções para 2025 e os próximos anos até 2028 tenham subido. O novo regime prevê que o cumprimento da meta seja apurado com base na inflação acumulada em 12 meses. Se a taxa ficar acima ou abaixo do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos, a meta é descumprida.

Já a mediana para IPCA 2025 subiu de 5,58% para 5,60%, acima do teto da meta. Para 2026, a mediana foi de 4,30% para 4,35 no%. Para 2027, de 3,90% para 4,00%. Para 2028, de 3,78% para 3,80%. A mediana para a Selic no fim de 2025 permaneceu estável pela sexta semana consecutiva, em 15,0%. Em janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou os juros de 12,25% para 13,25%. O colegiado reiterou a sinalização de mais uma alta de 1 ponto porcentual, a 14,25%, na sua próxima reunião, de março.

Para a cotação do dólar no fim de 2025 e 2026, as medianas no Focus permaneceram em R$ 6,00, pela sexta e quinta semanas consecutivas, respectivamente. A projeção para o fim de 2027 passou de R$ 5,93 para R$ 5,90, enquanto a estimativa intermediária para o fim de 2028 também caiu de R$ 5,99 para R$ 5,90. O déficit em conta corrente de 2025 passou de us$ 51,8 bilhões para us$ 52 bilhões (mediana).

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) acelerou a alta a 0,87% em fevereiro, após subir 0,53% em janeiro, acima do teto das estimativas do Projeções Broadcast (+0,50%). A taxa acumulada em 12 meses ficou em 8,35%.

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) acelerou a 0,77% na segunda quadrissemana de fevereiro, após registrar alta de 0,49% no período anterior. Com o resultado, o índice acumula em 12 meses alta de 3,61%.

O Banco Central inicia a rolagem dos contratos de swap cambial com vencimento em 1/4/2025, num total de US$ US$ 15,6 bilhões, com oferta em leilão hoje de até 15 mil contratos, equivalentes a US$ 750 milhões (11h30).

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante a conferência do FMI, disse que a queda do dólar nos últimos 60 dias “vai fazer com que a inflação se estabilize”.

Às 9h38, o dólar à vista subia 0,15%, a R$ 5,7047. O dólar futuro para março ganhava 0,02%, a R$ 5,7180.

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