Livro mostra cenários esquecidos de SP

Não se trata de um típico guia turístico da cidade. Organizado pelo arquiteto e urbanista Renato Cymbalista, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade...

Publicado em

Por Agência Estado

Explorar histórias esquecidas de monumentos, edifícios e praças de São Paulo é o que norteia o novo livro Guia dos Lugares Difíceis de São Paulo, lançado no último sábado, 9.

Não se trata de um típico guia turístico da cidade. Organizado pelo arquiteto e urbanista Renato Cymbalista, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), o volume percorre 143 pontos da capital e Grande SP para que o leitor conheça a história controversa deles, e não necessariamente apenas o que é monumental, antigo ou bonito. “Partimos do que é tenso, disputado ou que foi invisibilizado”, explica ele.

É o caso, por exemplo, do Pátio do Colégio, considerado o marco de fundação de São Paulo. A cerca de 200 metros dali fica a antiga sede da Associação Auxiliadora das Classes Laboriosas (AACL), concluída em 1909 para abrigar atividades da entidade de trabalhadores.

Fechado na ditadura militar, o prédio foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat), em 1995, mas há dez anos um incêndio destruiu a estrutura e até hoje continua em ruínas.

A ficha inicial do projeto, usada como modelo entre os alunos, relembra os prédios do Destacamento de Operações e Informações e do Centro de Operações de Defesa Interna (Doi-Codi), instituições ligadas à repressão do Estado no período da ditadura militar.

Para o professor, a questão principal não é pensar que São Paulo apaga a sua memória, mas que deve haver um esforço maior em lembrar dessas passagens históricas.

“Isso nos ajuda a problematizar desafios que são permanentes na sociedade – gênero, raça, diversidade, ditadura e tortura. Como olhar para frente e não aumentar o que não queremos mais”, afirma Cymbalista.

Além do conhecimento, há outras medidas para manter tais lembranças vivas. Uma possibilidade, para ele, é ocupar os espaços com usos que mobilizam a história, como a Casa do Povo, no Bom Retiro, que surgiu no período entre guerras mundiais para sediar oficinas artísticas e eventos culturais.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X