CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Galípolo sobre questão fiscal: seria um equívoco o BC agir preventivamente a um fantasma

Galípolo destacou o empenho “incansável” do governo, em especial do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em reforçar o compromisso com a responsabilidade fiscal. Porém, ponderou que...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

Ao mencionar em encontro com empresários os receios no mercado sobre o uso de estímulos fiscais diante da desaceleração econômica, o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, frisou que seria um equívoco a autoridade monetária agir preventivamente a um “fantasma”.

Galípolo destacou o empenho “incansável” do governo, em especial do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em reforçar o compromisso com a responsabilidade fiscal. Porém, ponderou que os riscos associados à gestão das contas públicas percebidos no mercado trazem um “certo desafio” para o BC.

Apesar disso, o presidente do BC observou que uma coisa é atuar preventivamente à atividade econômica, quando ela está perdendo ou ganhando força; outra é reagir a algo percebido pelo mercado como uma possibilidade, caso do risco, ainda não confirmado, de a alavanca fiscal ser acionada para reverter a desaceleração econômica. “É um equívoco a política monetária ser preventiva a um fantasma, algo que não está ali colocado”, disse Galípolo.

As declarações foram dadas em reunião promovida pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e em conjunto com o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

Ao responder a perguntas, feitas por escrito, dos empresários, Galípolo frisou que o Banco Central conta com as ferramentas e não vai se furtar em perseguir a meta de inflação: 3%. Como a inflação no horizonte visível segue fora da meta – e incomoda o Banco Central -, a Selic se mantém em terreno restritivo, comentou Galípolo.

“É isso que o Banco Central vai fazer, esse é o mandato do Banco Central: colocar a taxa de juros no patamar restritivo o suficiente, pelo tempo necessário, para que a inflação possa fazer a convergência para a meta. Isso acho que não tem dúvida no mercado”, disse o presidente do BC, acrescentando que a instituição não desviará do mandato de legar à inflação aos 3%.

Conforme Galípolo, a maioria dos agentes entende, como indicado pelas previsões, que a política monetária vai dar conta de produzir uma desaceleração da economia. Há, contudo, dúvidas sobre como o BC acompanha o tema fiscal.

Nesse sentido, Galípolo salientou que o papel do Banco Central sempre é entender como as incertezas dos agentes influenciam os preços dos ativos, mas sem agir preventivamente ao que o mercado acha que pode ocorrer no campo fiscal.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN