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Preço de R$ 600 e feita de garrafas recicladas: como é a bola do Paulistão criticada por Neymar

Desde 2019, a Federação Paulista de Futebol (FPF) tem parceria com a Penalty para a produção da bola do Paulistão. O modelo utilizado, o S11 Ecoknit,...

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Por Agência Estado

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“Com todo o respeito à marca, mas pecaram na bola. Ela é muito ruim. Tem de melhorar um pouquinho mais para ajudar nosso campeonato”, disse Neymar, logo após a derrota para o Corinthians, por 2 a 1, pelo Paulistão. Além do resultado – terceiro jogo sem vitória do Santos -, a bola dominou debates pós-jogo e na zona mista entre os jogadores. “A bola é horrível. Desculpa a expressão, mas é horrível”, corroborou o goleiro Hugo Souza.

Desde 2019, a Federação Paulista de Futebol (FPF) tem parceria com a Penalty para a produção da bola do Paulistão. O modelo utilizado, o S11 Ecoknit, é produzido a partir de material sustentável. Para cada bola, 4,5 garrafas PETs são reaproveitadas. Além disso, 62% do material utilizado na produção é de origem sustentável ou reciclável – incluindo aqueles provenientes de cana-de-açúcar.

A tecnologia Ecoknit consiste num tecido de poliéster feito, justamente, a partir das garrafas pet recicladas. Penalty e FPF estimam que mais de 250 mil garrafas já foram recicladas.

A bola também conta com uma câmara composta por 6 discos posicionados simetricamente, que deixam a bola mais esférica, e outras tecnologias que impedem a absorção – essencial nos primeiros meses do ano e os gramados alagados do Paulistão em função das chuvas. No site da marca, um modelo de campo, custa R$ 600.

A bola tem sua qualidade certificada pela Fifa, mas isso não a impediu de ser alvo de críticas dos atletas e treinadores. “Gostaria que vocês perguntassem para os jogadores, para os jogadores de todos os times também. Essa bola da Penalty é horrível. Eu tive a oportunidade de jogar com ela e agora estou vendo eles sofrerem também”, disse Filipe Luís, após vitória sobre o Volta Redonda, pelo Campeonato Carioca.

Tite, comandante do Flamengo em 2024, e Mano Menezes, atualmente no Fluminense, também já haviam criticado o equipamento.

“A Penalty reafirma seu compromisso com a qualidade das bolas e a alta performance necessária para atender os atletas dentro dos mais rigorosos critérios. A S11 Ecoknit segue todos os parâmetros exigidos pela Fifa, conforme o Quality Programme for Footballs, e possui o selo máximo da entidade, o Fifa Quality Pro”, declarou a marca em comunicado.

Apesar desse posicionamento, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) convocou reunião extraordinária nesta quinta-feira, a partir das 15h (de Brasília), para debater alguns dos problemas do Estadual deste ano, entre eles, a bola e o campo dos estádios do Rio.

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