
A dor por trás da beleza: médica relata complicações graves após peeling
Nos vídeos publicados em suas redes sociais, Isadora relata que procurou a especialista que fez o procedimento para buscar uma solução, mas a profissional não soube...
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Por Silmara Santos

A médica obstetra Isadora Milhomem, de Palmas (TO), tornou-se um alerta para os perigos de tratamentos estéticos mal realizados. Após realizar um peeling de ATA com óleo de Croton, ela sofreu queimaduras de segundo e terceiro grau no rosto e terá de usar uma máscara especial 24 horas por dia, ao longo de pelo menos seis meses, para proteger a pele. A situação de Isadora se agravou após a realização do procedimento em uma clínica de dentista em Goiânia, onde a promessa era uma pele lisa, sem manchas e livre de cicatrizes.
Nos vídeos publicados em suas redes sociais, Isadora relata que procurou a especialista que fez o procedimento para buscar uma solução, mas a profissional não soube lidar com as complicações. A médica passou por cinco profissionais diferentes, buscando alternativas para o problema. Em um dos atendimentos, recebeu a recomendação de usar uma máscara especial durante 24 horas por dia, por seis meses.
A dermatologista Simone Stringhini, do Rio de Janeiro, explica que o uso desse ácido pode resultar em queimaduras de primeiro e segundo grau, com tratamentos longos e difíceis para reduzir os danos causados, raramente revertendo-os completamente. “Há 20 anos, só existiam peelings como esses. Hoje, há tecnologias mais seguras, como laser e radiofrequência, que oferecem melhores resultados e com muito mais segurança”, afirma a especialista.
Além dos peelings, outros tratamentos estéticos, como o uso de luz intensa pulsada (LIP) ou laser, apresentam riscos se realizados sem a supervisão de profissionais capacitados. A exposição ao sol ainda pode agravar os danos à pele, causando reações adversas graves, como hiperpigmentação.
Isadora enfatiza que a situação não é isolada. Depois dos problemas vividos, ela foi procurada por outras pessoas que fizeram o mesmo procedimento, com a mesma profissional, e enfrentaram complicações semelhantes ou até mais graves. “Peço que tenham muito cuidado com quem vão fazer os procedimentos e/ou cursos. Isso é muito sério! Não desejo para ninguém o que estou passando”, conclui a médica.
Com informações de Metrópoles.
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