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Cascavel ganha mais um assentamento da Reforma Agrária: Resistência Camponesa

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Churrasco e almoço partilhado gratuitamente com o público, feira e baile garantiram os festejos pelo assentamento de 72 famílias...
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Foto: Reprodução/CGN

Por Redação CGN

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Mais de mil pessoas participaram da festa pela conquista do assentamento Resistência Camponesa, em Cascavel, oeste do Paraná, neste sábado (08/02). A celebração reuniu aliados e amigos do governo federal, estadual e de municípios da região, dos poderes Executivo e Legislativo, além de lideranças religiosas. Churrasco e almoço partilhado gratuitamente com o público, feira e baile garantiram os festejos pelo assentamento de 71 famílias.

A comemoração chegou 26 anos depois que os primeiros barracos foram erguidos no local. A simbologia ficou ainda maior por se tratar da mesma cidade em que o MST realizou seu encontro de fundação, há 41 anos.

O deputado Professor Lemos parabenizou os trabalhadores e disse que a conquista reflete a força da mobilização popular. “Parabéns aos companheiros e companheiras do mais novo assentamento da Reforma Agrária, o Resistência Camponesa. Uma vitória da luta, da resistência”, pontuou. “As 72 famílias que serão assentadas já produzem alimentos saudáveis e se organizam em cooperativa. Libertaram o latifúndio improdutivo. Parabéns aos companheiros e companheiras do MST que fazem a diferença na construção de uma sociedade justa, fraterna e solidária. Viva a Reforma Agrária Popular”, comemorou.

Somado à valorização da conquista do novo assentamento, os dirigentes do Movimento cobraram maior rapidez do governo federal em efetivar a Reforma Agrária, para assentar mais de 60 mil famílias acampadas em todo o Brasil, 7 mil somente do Paraná.

“Não temos mais tempo pra esperar, tem áreas de 20, 30, 40 anos de ocupação. É hora da gente regularizar”, disse José Damasceno, da direção do MST, assentado no norte do estado. “Nossas conquistas têm nome e sobrenome: fruto de uma luta popular do povo, companheiros das organizações populares, sindicais, igrejas progressistas. Tudo isso é cravado pela resistência popular”, enfatizou o dirigente.

Integrante da coordenação nacional do MST, João Pedro Stedile também esteve na atividade e reforçou a urgência da ação do governo para a obtenção de terras e concretização dos novos assentamentos. Diante da profunda crise ambiental em curso mundialmente, Stedile vê o modelo do agronegócio próximo a ficar inviável. “Mudou a luta de classes. Não estamos mais disputando hectares com a burguesia, e sim disputando o futuro da sociedade. A meta fundamental da nossa luta é produzir alimentos, plantar árvores e defender a natureza”.

Além do deputado Professor Lemos, a deputada Luciana Rafagnin, participaram do evento Rose Rodrigues, do Incra Nacional; Gessica Leite, assessora de participação social do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS); João Pedro Stedile, da direção nacional do MST; Roland Rutina, Superintendente Geral de Diálogo e Interação Social (Sudis) do governo do Paraná; presidenta nacional do PT e deputada federal Gleisi Hoffmann; Darci Frigo, da coordenação da Terra de Direitos; Hamilton Serighelli, Conselho Permanente dos Direitos Humanos do Paraná (Copedh); deputados federais Elton Valter e Zeca Dirceu; os prefeitos Renato Silva, de Cascavel; e Vitor Antônio, de Diamante do Oeste; Luiz Carlos Gabas, reverendo da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil; além de outras lideranças religiosas e vereadores de diversos municípios.

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