Julgamento de ex-policial acusado de matar tesoureiro do PT inicia em Curitiba
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Por Fábio Wronski
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O julgamento do ex-policial penal Jorge Guaranho, acusado de assassinar Marcelo Arruda, tesoureiro do PT, inicia nesta terça-feira (11), em Curitiba. O crime, ocorrido em julho de 2022 durante a festa de aniversário da vítima em Foz do Iguaçu, teve ampla repercussão e levantou discussões sobre a influência política no ato.
Guaranho, que responde por homicídio duplamente qualificado, terá seu julgamento conduzido pela juíza Mychelle Pacheco Cintra Stadler no Tribunal do Júri de Curitiba. A defesa do réu solicitou o desaforamento do caso, alegando a necessidade de evitar a parcialidade dos jurados da cidade onde o crime ocorreu.
As promotoras de Justiça Roberta Franco Massa e Ticiane Louise Santana Pereira, da Promotoria de Justiça de Crimes Dolosos Contra a Vida, serão responsáveis pela acusação. A assistência de acusação será composta pelos advogados Andrea Pacheco Godoy, Daniel Godoy, Alessandra Raffaeli Boito e Rogério Oscar Botelho.
O julgamento seguirá o padrão de um júri popular, com a seleção dos jurados, leitura de partes do processo, depoimentos de testemunhas e peritos, seguidos de debates entre acusação e defesa. Ao final, os jurados deliberarão sobre o caso.
O Ministério Público do Paraná sustenta que o crime teve motivação política, ocorrendo em meio ao clima eleitoral de 2022. Segundo relatos, Guaranho teria proferido frases de apoio ao então candidato à reeleição Jair Bolsonaro e xingamentos contra petistas antes de disparar contra Arruda.
A defesa de Guaranho, por outro lado, nega a motivação política e atribui o crime a uma “discussão de [nível] quinta série”.
As informações são da Banda B.