
Agressor ignora medida protetiva, morde e arranca parte da língua da ex-companheira
O ato brutal foi somente uma das várias agressões que a vítima sofreu naquela noite...
Publicado em
Por Silmara Santos

Um caso de violência doméstica chocou a cidade de Osasco, São Paulo, na noite do último domingo (9). Um homem de 31 anos foi preso em flagrante após morder e arrancar parte da língua da ex-companheira, uma mulher de 32 anos. O ato brutal foi somente uma das várias agressões que a vítima sofreu naquela noite.
Segundo o relato da mulher, o agressor também a feriu com uma garrafa nas costelas, mordeu seu antebraço, bateu sua cabeça na parede e a ameaçou de morte caso ela relatasse o ocorrido às autoridades. Após o ataque, a vítima conseguiu buscar ajuda com vizinhos, que a levaram para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região.
A Guarda Municipal, alertada sobre o caso, conseguiu localizar e prender o suspeito nas proximidades da UPA. Foi constatado que a vítima possuía uma medida protetiva contra o homem, que ele descumpriu. O caso foi registrado pela Polícia Civil como violência doméstica, lesão corporal, ameaça e descumprimento de medida protetiva de urgência.
Em depoimento, o agressor tentou se defender, alegando que a mulher havia “sofrido um surto e engolido a própria língua”. Entretanto, o boletim médico contradiz essa versão. Devido à gravidade dos ferimentos, não foi possível reconstruir ou suturar a língua da vítima. Ela agora deverá seguir um tratamento com antibióticos e analgesia, além de passar por acompanhamento fonoaudiológico para recuperar a dicção.
O homem foi encaminhado à Cadeia Pública de Osasco, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Toda violência doméstica deve ser denunciada sob a Lei Maria da Penha. Se você presenciou ou foi vítima, informe as autoridades. Em Santa Catarina, por exemplo, a denúncia pode ser feita de maneira online na Delegacia de Polícia Virtual da Mulher ou pelo WhatsApp. Na Polícia Militar, usa-se o aplicativo PMSC Cidadão. Já por telefone, a denúncia pode ser anônima pelos telefones 181 (Polícia Civil), 190 (Polícia Militar) e 180 (DisqueDenúncia).
Com informações de ND Mais.
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