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Imagem referente a Mulher que teve 80% do corpo queimado pelo marido vivia relacionamento violento, mas nunca registrou queixa

Mulher que teve 80% do corpo queimado pelo marido vivia relacionamento violento, mas nunca registrou queixa

Segundo relatos colhidos por testemunhas e vizinhos, identificados pelos órgãos competentes, a tensão entre o casal já era perceptível. Crislaine Assunção, irmã de Cristina, afirmou que...

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Por Fábio Wronski

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Imagem referente a Mulher que teve 80% do corpo queimado pelo marido vivia relacionamento violento, mas nunca registrou queixa

No último sábado (1º), em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, um episódio dramático e perturbador de violência doméstica ceifou vidas e deixou sequelas irreparáveis na família. Cristina*, 44 anos, que convivendo com um histórico de agressões físicas e psicológicas, sofreu queimaduras em 80% do corpo após ter sido atingida por combustível lançado por seu companheiro, Altair Picussa, de 55 anos. O incidente ocorreu na residência do casal, no bairro Parque da Fonte, onde eles conviviam há 22 anos, apesar das tentativas reiteradas de separação por parte da vítima.

Segundo relatos colhidos por testemunhas e vizinhos, identificados pelos órgãos competentes, a tensão entre o casal já era perceptível. Crislaine Assunção, irmã de Cristina, afirmou que a vítima tentava se desvincular de um relacionamento marcado por isolamento e agressões, relatando: “Tinha exatamente um ano que ela não participava de mais nada com a gente, porque ele não deixava mais. Ela já estava correndo riscos pelo jeito dele, mas a gente não tinha a noção da gravidade.” A situação se agravaria com relatos de boletins de ocorrência feitos por terceiros, na ocasião de discussões que ocorriam na residência, evidenciando o histórico de violência, mesmo sem que Cristina chegasse a registrar queixa formal à polícia.

Conforme o depoimento do Corpo de Bombeiros, Cristina encontrava-se deitada quando Altair teria lançado combustível sobre ela. Mesmo tentando desesperadamente buscar socorro, a vítima foi alcançada e severamente queimada. Em um ato extremo, o homem ainda teria colocado gasolina em seu próprio corpo e ateado fogo, vindo a falecer posteriormente no hospital, em decorrência dos ferimentos.

A Delegada Sandra Nepomuceno, da Delegacia da Mulher de São José dos Pinhais, lidera as investigações sobre a dinâmica do crime. “Temos somente relatos de testemunhas, de vizinhos que escutaram discussões nesta noite, temos o histórico de violência doméstica do casal. Estamos aguardando a recuperação dela para ouvir o que aconteceu”, explicou a autoridade. Cristina segue internada, em coma induzido no Hospital Evangélico Mackenzie, em Curitiba, sobrevivendo às queimaduras graves, inclusive no rosto, que alteraram significativamente sua aparência, conforme desabafa a irmã.

A ausência de medidas protetivas também se destaca no caso, uma vez que, embora houvesse registros de dois boletins de ocorrência ao longo do ano, a vítima nunca recorreu formalmente à polícia para se resguardar, fato que contribuiu para o agravamento da situação. Diante da gravidade dos ferimentos e dos recentes laudos da criminalística, tanto as autoridades quanto a família aguardam ansiosamente a recuperação de Cristina para que se esclareçam, em detalhes, os acontecimentos que culminaram na tragédia.

As informações são da Banda B.

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