Pastor gay da Igreja Contemporânea enfrenta onda de ataques homofóbicos nas redes sociais
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Por Silmara Santos
Atualizado em: 30/01/2025 às 16:46
Em meio à crescente onda de ataques homofóbicos nas redes sociais, a figura do pastor Felipe Freire, da Igreja Contemporânea, tem sido um alvo constante. Felipe, que se identifica como gay e andrógino, tem sofrido uma série de ofensas e ameaças após a publicação de um vídeo de uma de suas pregações na última terça-feira (28/1). O vídeo, que já alcançou mais de 270 mil visualizações, gerou mais de 3 mil comentários, muitos deles carregados de preconceito e ódio.
A Igreja Contemporânea, conhecida por sua postura inclusiva em relação à comunidade LGBT, anunciou que pretende acionar judicialmente os responsáveis pelos comentários ofensivos. A instituição reitera seu compromisso com o amor, o respeito e a inclusão, valores fundamentais do Evangelho.
Felipe Freire é pastor da Igreja Contemporânea há 12 anos e tem sido alvo de ataques homofóbicos nas redes sociais nos últimos 9 meses. Segundo ele, a onda de ódio começou após a viralização de um vídeo em que aparece cantando louvor. No vídeo recentemente publicado, Felipe aparece vestindo um terno azul, salto alto e cabelos longos, agradecendo o acolhimento da Igreja.
Apesar das ameaças, o pastor se mantém firme em sua fé e em seu propósito. Em entrevista ao Metrópoles, Felipe desabafou sobre a perda de sua irmã para o suicídio há um ano e sobre como sua fé e rede de apoio têm sido fundamentais para enfrentar os ataques. “Todos os dias eu peço a Deus para me dar força para continuar. E, se não fosse Deus e a minha rede de apoio, não sei se teria psicológico para tudo isso”, disse.
Felipe acredita que o amor de Deus é para todos e rejeita as ofensas que recebe: “Eu não sou um projeto falido. Deus não me fez assim para ser condenado”. O pastor também se mostra assustado com a quantidade de ataques e a agressividade dos comentários: “A gente percebe que as pessoas estão perdidas e doentes ao ponto de falar coisas de pessoas que elas nem conhecem”.
Com informações de Metrópoles.