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Após decisões do Copom e do Fed, dólar sobe por fator técnico e DXY

Após a decisão do Copom de elevar a Selic em 1pp, a 13,25% ao ano, indicando mais uma alta igual em março e deixando a porta...

Publicado em

Por Agência Estado

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O dólar operava em alta no mercado de câmbio local na manhã desta quinta-feira, 30, após breve queda na abertura dos negócios à vista. Os ajustes cambiais refletem a valorização externa da divisa americana frente a pares principais (DXY) após manutenção de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) a 4,25% e 4,50% ao ano, e possível pressão técnica em véspera de definição da última taxa Ptax de janeiro, nesta sexta-feira. Deve ter demanda de investidor comprado (apostou na alta da moeda) na rolagem de contratos futuros, após a divisa americana acumular perdas de 3,29% nas últimas oito sessões e de 5% em janeiro.

Após a decisão do Copom de elevar a Selic em 1pp, a 13,25% ao ano, indicando mais uma alta igual em março e deixando a porta aberta à frente, os juros curtos caem junto com rendimentos de Treasuries, enquanto os médios e longos rondam os ajustes anteriores de olho no dólar.

O diretor da Wagner Investimentos, José Faria Júnior, comenta que, pela abertura dos negócios, com queda dos juros curtos e alta do dólar, o mercado esta lendo o comunicado do Copom como mais “dove” – menos propenso à alta de juros – e com chance de a ata mudar a comunicação, vindo mais dura, na próxima terça-feira.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará, às 10h30, uma coletiva de imprensa a jornalistas no Palácio do Planalto, informou a Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo. A previsão é que a coletiva tenha duração de cerca de 30 minutos, uma vez que a agenda seguinte do petista será às 11h com o secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcos Rogério de Souza.

Nos EUA, os juros dos Treasuries aceleraram queda e renovaram mínimas intraday, em compasso de espera pela divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos (10h30).

Contudo, segundo o Brown Brothers Harriman (BBH), os fundamentos fortes de crescimento econômico dos EUA, inflação elevada e tom mais hawkish do Federal Reserve (Fed) devem voltar a favorecer rendimentos mais elevados dos Treasuries. Às 9h47 (de Brasília), o juro da T-note de 2 anos caía a 4,197%, o da T-note de 10 anos cedia a 4,490% e o do T-bond de 30 anos recuava a 4,730%.

A agenda traz ainda a decisão do BCE (10h15) e coletiva com sua presidente, Christine Lagarde (10h45). Os EUA divulgam ainda os pedidos de auxílio-desemprego (10h30), vendas pendentes de imóveis (12h). No Brasil, destaque para dados do Caged (10h) e do resultado do Governo Central (14h30), ambos referentes a dezembro e o consolidado de 2024. Também são esperados leilões do Tesouro de LTN e NTN-F (11h). A RedeTV! exibe no fim da noite entrevista com ministro da Fazenda, Fernando Haddad (23h45).

Mais cedo, a FGV informou que o IGP-M subiu 0,27% em janeiro, após alta de 0,94% em dezembro. Com o resultado, o indicador inicia 2025 com alta de 6,75%. A variação de 0,27% do IGP-M veio acima da mediana de 0,21% das estimativas do Projeções Broadcast, que iam de 0,02% a 0,44%. O arrefecimento do IPA-M a 0,24%, após 1,21% em dezembro, é boa notícia, em momento de preocupações com o impacto dos preços dos alimentos na inflação.

Às 10 horas, o dólar à vista subia 0,86%, a R$ 5,9169. O dólar futuro para fevereiro ganhava 1,06%, a R$ 5,9165.

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