Novo alerta da Defesa Civil assusta cariocas; prefeito se desculpa, mas diz para se acostumar

O alerta foi disparado às 17h57, com o título “Alerta extremo” e o texto “Defesa Civil: Cidade do Rio permanece em Estágio 2. Pancadas de chuva...

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Por Agência Estado

Exatamente cinco dias e duas horas depois dos moradores de São Paulo, nesta quarta-feira, 29, foram os moradores do Rio de Janeiro que receberam pela primeira vez em seus telefones celulares o novo alerta extremo da Defesa Civil informando sobre as chuvas na cidade nas horas seguintes e o risco de alagamentos.

O alerta foi disparado às 17h57, com o título “Alerta extremo” e o texto “Defesa Civil: Cidade do Rio permanece em Estágio 2. Pancadas de chuva até o fim da noite de hoje (29/01). Evitem áreas alagadas. Emergência: ligue 199”.

O novo sistema desenvolvido pelo governo federal começou a funcionar no fim do ano passado e não depende de nenhum cadastro. Os celulares não precisam estar cadastrados em nenhum órgão – o sistema abrange todos os aparelhos que estão em determinada área. Em São Paulo, o novo sistema estreou às 15h57 da última sexta-feira, 24.

“Foi um susto danado, achei que alguma coisa ia explodir”, disse o professor de Matemática Rogério Teixeira Cavalcanti, que mora em Copacabana (zona sul). Ele estava em casa, perto do celular e na expectativa de outra mensagem, confirmando ou cancelando um ensaio da escola de samba Mangueira, que se prepara para o desfile carnavalesco.

Cavalcanti vai desfilar numa ala da comunidade e tem ensaios semanais. “Primeiro recebi o alerta da Defesa Civil e levei um susto. Logo em seguida, no grupo de Whatsapp da Mangueira, veio outra mensagem: vai ter ensaio sim, com chuva ou sem chuva”, contou o folião.

Nas redes sociais, os perfis do prefeito Eduardo Paes (PSD) ficaram cheios de reclamações: “Achei que o celular ia explodir”, registrou um internauta. “Achei que tinha clicado num vírus”, disse outro. “Achei que era uma invasão alienígena”, afirmou outra.

Paes gravou um vídeo comentando o novo sistema e pediu desculpas pelo susto, mas disse que “é bom a gente ir se habituando”: “Minha mulher diz que quase infartou, minha mãe diz que quase desmaiou, minha filha quer me matar, mas acho que é importante. Hoje a gente pela primeira vez usou um sistema em que, independente se você está cadastrado ou não, se você estiver numa determinada área da cidade, ou em toda cidade, a gente vai mandar um alerta”, afirmou, em vídeo publicado com o título “Não é um ataque nuclear!”.

“Tô recebendo um monte de mensagem de gente que quase enfartou, quase morreu do coração, mas é bom a gente ir se habituando. É para dar susto mesmo, é para chamar a atenção, para que as pessoas entendam que tem risco de chuva forte hoje, até o final da noite, como disse aí o aviso. É para as pessoas se planejarem, não irem para área alagada, programar a sua vida para evitar de ficar em situação ruim e especialmente situação de colocar sua vida em risco”, concluiu.

A chuva causou problemas no metrô e na SuperVia, mas até a noite não houve registro de vítimas. Cinco estações da Linha 2 do Metrô (Pavuna, Engenheiro Rubens Paiva, Acari/Fazenda Botafogo, Coelho Neto e Colégio) fecharam temporariamente entre 16h e 16h30. Na SuperVia, o Ramal Belford Roxo foi parcialmente interrompido, mas começou a ser regularizado às 17h46. Às 19h45 chovia pouco, só em alguns trechos da cidade.

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