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Moedas globais: dólar opera misto, com aversão a riscos por IA e emergentes de olho em tarifas

O índice DXY, que mede a variação do dólar ante seis principais moedas, fechou em baixa de 0,09%, a 107,341 pontos. O dólar era cotado em...

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Por Agência Estado

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O dólar operou sem sinal único nesta segunda-feira, 27, recuando ante moedas mais seguras, como o iene, mas avançando diante da maioria dos ativos de países emergentes. A aversão a riscos, desencadeada pelos desenvolvimentos de inteligência artificial (IA) da chinesa DeepSeek, levou à uma grande liquidação de ações de tecnologia, e busca por ativos mais estáveis. Por outro lado, os movimentos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre tarifas pressionaram uma série de moedas emergentes, como os pesos mexicano e colombiano. A semana conta ainda com as decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed) e do Banco Central Europeu (BCE).

O índice DXY, que mede a variação do dólar ante seis principais moedas, fechou em baixa de 0,09%, a 107,341 pontos. O dólar era cotado em queda a 154,68 ienes. A libra esterlina avançou a US$ 1,2491. O euro ficou estável a US$ 1,0492. O dólar avançou a 20,7029 pesos mexicanos.

O iene e o franco suíço apresentam desempenho claramente superior na sessão, aponta o ING. “Provavelmente, a maior questão para o mercado cambial a partir dos desenvolvimentos de hoje é se a correção se revela suficientemente significativa para alterar substancialmente os preços de mercado do ciclo de flexibilização do Fed, como no caso de a correção do Nasdaq ser suficientemente grande para fazer com que as expectativas de relaxamento do Fed se deslocassem para 75 pontos base este ano”, projeta.

O Wells Fargo mantém a perspectiva para a força do dólar durante a maior parte de 2025 e 2026. “O desempenho econômico superior dos EUA e um Fed menos pacífico deverão apoiar o dólar face à maioria das moedas do G10. Os rendimentos mais elevados dos EUA, as incertezas relacionadas com as tarifas e o abrandamento do sentimento em relação à China são fatores que deverão contribuir para as pressões de depreciação sobre as moedas emergentes”, avalia.

A tendência está crescendo entre os assessores do presidente de Trump para impor tarifas de 25% ao México e Canadá já neste sábado, contrariando a expectativa convencional em Washington e em Wall Street de que ele recuaria nas taxas ameaçadas em troca de concessões, como fez no passado. No domingo, Trump anunciou que imporia tarifas “emergenciais” de 25% à Colômbia por causa de sua recusa em aceitar voos de repatriação dos EUA. Um alto funcionário do governo disse ao Wall Street Journal que a decisão prova que Trump vê as tarifas como uma “ferramenta de negociação” e “punição eficaz” para nações que não seguem sua agenda. Ao final da sessão, o dólar se valorizava a 4.192,09 pesos colombianos.

O Reserve Bank of India (RBI), como é conhecido o BC indiano, anunciou hoje uma série de medidas para injetar liquidez no sistema bancário local, após o setor atingir o maior déficit de liquidez dos últimos 15 anos. A iniciativa também ocorre depois de reunião do BC com economistas indianos, que expressaram preocupação sobre o ritmo da flexibilização da política monetária. Ao final da tarde, o dólar se valorizava a 86,3840 rupias.

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