
Ditador Kim Jong-un proíbe coreanos de comerem cachorro-quente
Com a nova proibição, o preparo ou a venda de cachorro-quente será considerado um ato de traição. Aqueles que desobedecerem estão sujeitos a serem enviados para...
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Por Diego Cavalcante

O líder norte-coreano Kim Jong-un, de 40 anos, intensificou as políticas de repressão no país ao proibir o consumo de cachorro-quente, segundo o jornal britânico The Sun. O ditador argumenta que o popular alimento, símbolo da culinária ocidental, representa uma ameaça à identidade cultural da Coreia do Norte.
Com a nova proibição, o preparo ou a venda de cachorro-quente será considerado um ato de traição. Aqueles que desobedecerem estão sujeitos a serem enviados para campos de trabalho forçado, onde normalmente são confinidos os chamados “inimigos” do regime.
Além do cachorro-quente, outra iguaria popular, o budae-jjigae, também foi alvo das restrições. Esse ensopado coreano-americano, que combina ingredientes como pasta de pimenta, kimchi, salsichas e enlatados, havia ganhado popularidade na Coreia do Norte após sua introdução em 2017. Contudo, as vendas do prato foram interrompidas. “A polícia e a fiscalização comercial já estão fechando os pontos de venda”, disse ao The Sun um comerciante da província de Ryanggang.
A decisão reflete a tentativa do governo norte-coreano de combater o que considera uma “cultura capitalista decadente” que estaria penetrando nas fronteiras do país. Recentemente, o regime abandonou formalmente qualquer discurso de reunificação com a Coreia do Sul, reforçando a separação ideológica e cultural entre as duas nações.
A medida também se soma a uma série de ações que visam controlar aspectos da vida pessoal dos cidadãos, como a punição severa para casais que optarem pelo divórcio, reforçando ainda mais o controle social exercido pelo regime.
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