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Com Nova York, Bolsa fecha em alta de 1,70%, aos 95.983,09 pontos

“Se passar pela resistência de 97,6 mil, o Ibovespa deve chegar logo aos 100 mil, mas é bom que fique lateralizado por algumas sessões, para ganhar...

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Por Agência Estado

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Em dia bem correlacionado a Nova York, o Ibovespa retornou a terreno positivo e ganhou fôlego a partir das 16h para fechar a sessão em alta de 1,70%, aos 95.983,09 pontos, não muito distante da máxima, de 96.259,70 pontos (+1,99%), saindo de mínima a 94.151,83. Apesar de os fundamentos continuarem a ser postos em questão, com as revisões da perspectiva de crescimento para o ano em meio ao prolongamento da pandemia aqui e nos EUA, a disponibilidade de liquidez continua a ser o fator-chave a inclinar o índice para cima, apontam analistas. O mercado tem olhado para a linha de 97,6 mil como a resistência a ser rompida para que o Ibovespa recupere a marca psicológica dos 100 mil pontos, perdida no início de março. O giro de hoje totalizou R$ 23,3 bilhões e, na semana, o Ibovespa acumula agora perda de 0,61%, ainda avançando 9,82% no mês.

“Se passar pela resistência de 97,6 mil, o Ibovespa deve chegar logo aos 100 mil, mas é bom que fique lateralizado por algumas sessões, para ganhar mais força”, diz Rodrigo Barreto, analista da Necton. Entre os dias 8 e 10 de junho, o índice chegou a testar a marca no intradia, e voltou a se aproximar dela durante as sessões de 18, 19 e 23 de junho. Assim, o principal índice da B3 busca se reaproximar do nível de fechamento de 6 de março, então aos 97.996,77 pontos – naquela data, o Ibovespa fechou pela primeira vez no ano abaixo dos 100 mil pontos, tendo saído de 102.233,24 pontos no encerramento do dia anterior, 5 de março.

Em direção ao fim da sessão desta quinta-feira, o Ibovespa acompanhou a melhora observada em Nova York, onde os três índices de referência encerraram o dia com ganhos entre 1,09% (Nasdaq) e 1,18% (Dow Jones), acentuados bem perto do fechamento. Aqui, o fluxo, mais do que os fundamentos, continua a dar direção para o índice, apontam analistas, na falta de catalisadores mais potentes, internos ou externos. “Se chegar aos 100 mil, o Ibovespa deve buscar os 103 e depois os 107 mil pontos. Se houver uma reversão, os 90 mil são o suporte que, se perdido, levaria o índice aos 87 mil, com a linha de 83 mil como um suporte forte”, diz Barreto.

O dia foi de recuperação bem distribuída por empresas e setores, com destaque para os de grande peso – commodities e bancos -, em direção única. Petrobras PN fechou em alta de 2,24% e a ON, de 2,10%, enquanto Vale ON avançou 1,10%. Entre os bancos, destaque para alta de 2,13% em Bradesco ON e de 2,40% na PN, com Banco do Brasil apontando ganho de 2,45% no fechamento. Na ponta do Ibovespa, CCR subiu 9,03%, seguida por Weg (+6,88%) e Ecorodovias (+5,75%). No lado oposto, CVC caiu hoje 2,56%, Braskem, 1,68%, e Marfrig, 1,55%. Sabesp, travando lucros após a aprovação ontem do marco para o saneamento, cedeu 1,33%.

Nas últimas cinco sessões, o Ibovespa tem mostrado padrão lateralizado, alternando-se neste intervalo entre ganhos e perdas relativamente moderados, no que mostra hesitação quanto a ganhos adicionais e, ao mesmo tempo, pouca disposição por uma realização de lucros mais forte. Assim, neste período de cinco sessões, o Ibovespa saiu de 96.572,10 pontos no fechamento do dia 19 para 95.983,09 pontos no encerramento de hoje – uma variação de apenas 589,01 pontos, em período no qual foram contabilizadas três altas e duas baixas, na faixa entre -1,66% e +1,70% no intervalo – registradas, respectivamente, ontem e hoje.

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