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Dólar sobe com exterior, mas perde força com PIB dos EUA no radar

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) ficou próximo da estabilidade, com alta de 0,02% em junho, após ter recuado 0,59% em...

Publicado em

Por Agência Estado

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O dólar volta a subir ante o real em linha com o exterior nesta quinta-feira, 25. Investidores monitoram o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) e o IPCA-15 de junho um pouco acima da mediana do mercado.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) ficou próximo da estabilidade, com alta de 0,02% em junho, após ter recuado 0,59% em maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A mediana do mercado era negativa de 0,05%.

“O RTI não trouxe novidades em relação à Ata do Copom e o Comunicado da última reunião, visto que as projeções de inflação não diferiram desses documentos, enquanto a projeção do PIB para o ano atual (-6,4%) ficou bem semelhante à do Focus mais recente”, avaliam operadores. A tendência é que as taxas futuras continuem para cima até a coletiva sobre o RTI, que será dada pelo presidente do BC, Roberto Campos Neto, e leilão do Tesouro, ambos às 11h.

No câmbio, a moeda americana já devolveu parte dos ganhos iniciais com os investidores precificando a aprovação do marco do saneamento pelo Senado, que pode atrair investimentos privados e de players estrangeiros no setor, e os leilões de linha com recompra até US$ 1,5 bilhão nesta manhã, disse um operador de câmbio.

No radar externo está a terceira e última prévia do PIB dos Estados Unidos do primeiro trimestre (9h30), cuja expectativa dos analistas financeiros é de contração de 5%. O euro ampliou sua desvalorização ante o dólar e as bolsas europeias perderam força após a divulgação da última ata de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), em que a instituição avalia como “altamente incertas” a velocidade e escala da recuperação econômica da zona do euro após o choque do coronavírus.

Antes disso, o Banco Central Europeu (BCE) anunciou a criação de um instrumento de acordo de recompra (repo) para fornecer liquidez em euros a BCs fora da zona do euro em meio à crise do coronavírus, o que ajudou na recuperação das bolsas europeias e pressionou o euro para baixo também.

Às 9h24, o dólar no mercado à vista subia 0,61%, a R$ 5,3566. O dólar futuro para julho avançava 0,21%, a R$ 5,360.

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