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Motorista, enfermeira e duas testemunhas são indiciadas por atropelamento e omissão em morte de pedestre

O delegado Edgar Santana, da Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran), concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira (19) e explicou o porquê de cada indiciamento. O primeiro...

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Por Fábio Wronski

A Polícia Civil indiciou quatro pessoas no caso chocante envolvendo a morte de Edmundo Goralewski, ocorrida no final de setembro, em Curitiba. À época, a Banda B fez uma contagem da quantidade de veículos que passaram pelo idoso de 90 anos e não prestaram qualquer forma de socorro na madrugada do dia 29 daquele mês. Foram 47 carros.

O delegado Edgar Santana, da Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran), concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira (19) e explicou o porquê de cada indiciamento. O primeiro indiciado é o motorista do carro que atropelou Edmundo. Santana classificou o ato tomado por ele como negligente.

Ele foi indiciado pelo crime de homicídio culposo com causa de aumento devido à omissão de socorro e por afastar-se do local do acidente. O motorista deixou de adotar as providências e cautelas enquanto dirigia o veículo. Essa falta de atenção terminou ocasionando o atropelamento da vítima.

Edgar Santana, delegado.

A segunda pessoa responsabilizada criminalmente é uma enfermeira. Ela trabalha a poucos metros do local onde aconteceu o acidente e, segundo a polícia, foi acionada para ajudar a vítima.

Ela alegou que o hospital não tinha equipamentos necessários, mas também não tinha equipamentos para prestar socorro à vítima. A lei estabelece que os profissionais de saúde são garantidores e têm o dever legal, moral e profissional de atuarem quando presenciarem situações de emergências. Nos casos em que ele [profissional de saúde] é omisso, ele passa a responder pelo resultado daquela situação.

Edgar Santana, delegado.

A terceira pessoa indiciada pela polícia foi um porteiro, que trabalhava em um prédio próximo ao local do acidente. Santana afirmou que o homem viu o momento em que Edmundo passou mal e caiu na rua. Ele foi indiciado pelo crime de omissão de socorro.

Ao invés de comparecer imediatamente ao local e prestar ajuda à vítima, pelo menos sinalizando e alertando os demais motoristas, ele ligou para o SIATE e informou também para que uma moradora do prédio comparecesse ao local. A atitude e o comportamento que se esperava do porteiro naquele momento era diferente do que aconteceu.

Edgar Santana, delegado.

A quarta pessoa indiciada pela polícia é outro condutor de um carro, que viu o corpo da vítima caído sobre a rua e faz um desvio.

Ele seguiu o trajeto, sem prestar qualquer auxílio. Isso caracteriza, de qualquer forma, a omissão de socorro.

Edgar Santana, delegado.

O inquérito foi enviado ao Ministério Público do Paraná (MP-PR).

As informações são da Banda B.

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