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BC: mais incerteza global e movimento cambial abrupto exigem mais cautela na política monetária

“Como usual, o Comitê focará nos mecanismos de transmissão da conjuntura externa sobre a dinâmica inflacionária interna e seu impacto sobre o cenário prospectivo”, diz a...

Publicado em

Por Agência Estado

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O Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou, na ata da sua mais recente reunião, que o cenário externo se mantém desafiador e incerto. A combinação dessa incerteza com “movimentos cambiais mais abruptos” exige maior cautela na condução da política monetária, segundo o colegiado.

“Como usual, o Comitê focará nos mecanismos de transmissão da conjuntura externa sobre a dinâmica inflacionária interna e seu impacto sobre o cenário prospectivo”, diz a ata do Copom do Banco Central, publicada nesta terça-feira.

O Comitê destacou que, nos Estados Unidos, permanecem incertezas sobre o ritmo de desaceleração da atividade e de desinflação. A possibilidade de mudanças na condução da política econômica também traz novas dúvidas ao cenário, disse o Copom, sem citar diretamente a transição no governo americano após a eleição de Donald Trump para a presidência do país.

Essas incertezas incluem possíveis novos impulsos fiscais, restrições na oferta de trabalho e a introdução de novas tarifas à importação, afirmou o comitê. Membros do Copom já vinham indicando que algumas promessas de campanha do republicano, como o combate à imigração e a introdução de novas tarifas, poderiam ser inflacionárias para os EUA.

“O cenário-base do Comitê segue sendo de desaceleração gradual e ordenada da economia norte-americana”, diz a ata do Copom.

O colegiado também destacou que o compromisso dos bancos centrais globais com o atingimento das suas metas de inflação é um “ingrediente fundamental” no processo global de desinflação. Isso, segundo o Copom, é corroborado “pelas recentes indicações de ciclos cautelosos de distensão monetária em vários países.”

Acompanhamento

O Copom ainda trouxe na ata da reunião da semana passada divulgada nesta terça que a taxa de câmbio depreciada, com alta das curvas de juros nominal e real, torna o ambiente mais complexo. “As condições financeiras e a taxa de câmbio passaram por forte alteração no período mais recente”, pontuaram.

O documento descreveu que, durante o encontro, lembrou-se que o repasse do câmbio para os preços aumenta quando a demanda está mais forte, as expectativas estão desancoradas ou o movimento cambial é considerado mais persistente.

“Desse modo, o Comitê deve acompanhar de forma mais detida como se dará a transmissão da taxa de câmbio e das condições financeiras para preços e atividade”, explicaram os integrantes do colegiado.

No parágrafo 10, a ata salientou que, com relação à política econômica de forma mais geral, a diretoria do BC manteve a “firme convicção” de que as políticas devem ser previsíveis, críveis e anticíclicas. Em particular, mencionaram que desacelerações são parte essencial do processo de suavização e reequilíbrio da economia. “O debate do Comitê evidenciou, novamente, a necessidade de políticas fiscal e monetária harmoniosas.”

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