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Bebê de 1 ano e 3 meses é vítima de rara e letal de ameba comedora de cérebro

A confirmação do diagnóstico ocorreu após a realização de uma necrópsia com autorização da família da criança. O procedimento envolveu a participação de diversos órgãos, incluindo...

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Por Silmara Santos

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O Ministério da Saúde e a Secretaria Estadual da Saúde do Ceará confirmaram o falecimento de uma criança de apenas 1 ano e 3 meses, vítima de uma infecção causada pela ameba Naegleria fowleri, popularmente conhecida como Ameba comedora de cérebro. A ameba em questão é a responsável pela doença rara e extremamente letal conhecida como meningoencefalite amebiana. Este é o primeiro caso registrado no Brasil em quase meio século, com o último ocorrido em 1975, na cidade de São Paulo.

A confirmação do diagnóstico ocorreu após a realização de uma necrópsia com autorização da família da criança. O procedimento envolveu a participação de diversos órgãos, incluindo a Secretaria de Vigilância em Saúde, o Serviço de Verificação de Óbito (SVO) e o Instituto Adolfo Lutz.

Inicialmente, a criança foi levada a uma UPA de Caucaia no dia 12 de setembro com um diagnóstico de infecção viral comum. No entanto, a rápida deterioração do quadro de saúde e o surgimento de sintomas neurológicos severos levaram os médicos a suspeitar da meningoencefalite amebiana.

A Naegleria fowleri, ameba que causa a infecção, é comumente encontrada em águas doces aquecidas, como lagoas e rios. A infecção ocorre quando a ameba entra pelo nariz, geralmente durante atividades aquáticas. Acredita-se que a criança tenha sido infectada durante um banho.

Em resposta ao caso, autoridades de saúde locais implementaram medidas preventivas, incluindo melhorias no abastecimento de água e na filtragem e cloração. Além disso, orientações de higiene foram promovidas à população.

A Naegleria fowleri não é transmitida pelo consumo de água contaminada ou pelo contato direto com pessoas infectadas. A infecção através do nariz leva a ameba ao cérebro, onde causa inflamação grave e destruição do tecido cerebral. A doença é extremamente letal, com uma taxa de mortalidade de 97%.

No entanto, as autoridades de saúde consideram o caso como isolado e acreditam que as medidas tomadas reduzirão o risco de novas infecções. Antônio Lima, secretário executivo do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Ceará, afirmou que “parece ser um caso isolado, provavelmente favorecido por condições específicas de aquecimento da água”.

Fonte: O Bemdito

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