
Três condenados por superfaturamento de medicamentos em cidade da Região Oeste
Os réus são um servidor público, que na época ocupava o cargo de diretor da Secretaria Municipal de Saúde de São Miguel do Iguaçu, e dois...
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Por Fábio Wronski

No Paraná, três pessoas foram condenadas por enriquecimento ilícito proveniente de contratos fraudulentos firmados pelo Município de São Miguel do Iguaçu com empresas do ramo médico-hospitalar. A sentença foi dada após ação civil pública por ato de improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público do Paraná.
Os réus são um servidor público, que na época ocupava o cargo de diretor da Secretaria Municipal de Saúde de São Miguel do Iguaçu, e dois empresários ligados a duas empresas participantes do esquema ilícito, que também são rés no processo.
Segundo apurações do MPPR, conduzidas pela 1ª Promotoria de Justiça de São Miguel do Iguaçu, o agente público recebeu vantagem indevida (propina) das empresas contratadas pelo Município para o fornecimento de medicamentos e produtos hospitalares.
As investigações revelaram que, mediante o pagamento de propina a servidores públicos, as empresas superfaturavam os valores e a quantidade de medicamentos e produtos médicos vendidos ao Município, entregando remédios prestes a vencer ou com o prazo de validade expirado. Outra ilegalidade identificada foi a emissão de empenho e notas fiscais fictícias, para viabilizar os pagamentos. As transações fraudulentas foram comprovadas após a análise de informações obtidas por meio da quebra de sigilo bancário dos envolvidos.
A decisão judicial condenou o agente público à restituição de R$ 101.626,29, obtidos ilicitamente, e à perda da função pública, penalidade também aplicada aos dois empresários. Os três também tiveram seus direitos políticos suspensos por cinco anos. Aos empresários foi aplicada, ainda, a penalidade de proibição de contratar com o poder público por cinco anos.
A ação que levou à condenação é decorrente da Operação Panaceia, deflagrada pelo MPPR em 2016, que investiga crimes de organização criminosa e fraude em licitações, praticados por agentes públicos e empresários do ramo de distribuição de medicamentos e produtos hospitalares.
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