CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Dólar tem leve queda com exterior e fala de Lira sobre pacote de gastos

Com máxima a R$ 6,0734 pela manhã e mínima a R$ 6,0207, o dólar à vista encerrou o dia em queda de 0,18%, cotada a R$...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

Após uma manhã de instabilidade e troca de sinais, o dólar se firmou em baixa ao longo da tarde e encerrou a sessão desta quarta-feira, 4, em leve queda no mercado doméstico. A recuperação do real veio com o enfraquecimento da moeda americana no exterior e a promessa do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), de apreciação acelerada das medidas de corte de gastos do governo.

Com máxima a R$ 6,0734 pela manhã e mínima a R$ 6,0207, o dólar à vista encerrou o dia em queda de 0,18%, cotada a R$ 6,0477. Apesar do segundo pregão consecutivo de recuo no mercado local, a divisa ainda se mantém acima do nível técnico e psicológico de R$ 6,00 e acumula ganhos de 0,77% na semana.

Para o head da Tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, a taxa de câmbio já embute, no nível atual, todo o pessimismo dos investidores com a situação fiscal e pode experimentar um recuo gradual até o fim do ano. Além disso, com a perspectiva de aperto monetário mais forte, é cada vez mais “caro” carregar posições em dólar, que significam, na prática, abrir mão da remuneração em juros locais.

“Os ativos locais já precificam um cenário bem ruim. E agora, com Lira falando em aprovar o pacote rapidamente e o dólar mais comportado lá fora, vemos uma recuperação do real”, afirma Weigt. “Se não aparecer nenhuma novidade ruim no cenário interno, a tendência é o dólar ir escorregando aos poucos para R$ 5,90”.

Em evento realizado em Brasília, Lira disse não ter dúvidas de que o Congresso vai votar as medidas do pacote de corte de gastos do governo nesta semana ou na próxima, uma vez que ainda precisa aprovar neste ano o Orçamento de 2025.

Mais cedo, o Broadcast havia antecipado que a PEC da contenção de gastos será votada diretamente no plenário da Câmara, uma vez que será apensada a outra proposta que já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

No exterior, o índice DXY – termômetro do comportamento do dólar em relação a moedas fortes – as taxas dos Treasuries recuaram, na esteira de dados aquém do esperado do setor de serviços nos EUA. A moeda americana perdeu força na comparação com a maioria das divisas emergentes e de países exportadores de commodities.

O Citi recomenda aposta na moeda brasileira contra o euro e o Dollar Index, uma vez que vê “espaço para o real se estabilizar” ao longo do primeiro trimestre de 2025. Dada a deterioração das expectativas de inflação, a depreciação recente do real e os números fortes do PIB no terceiro trimestre, o Citi acredita que o BC vai intensificar o ritmo de aperto monetário com uma alta de 0,75 ponto porcentual na taxa Selic neste mês.

Para o superintendente da mesa de derivativos do BS2, Ricardo Chiumento, uma recuperação do real que leve o dólar a operar abaixo de R$ 6,00 ainda neste ano depende da combinação de três fatores: aceleração do ritmo de alta da taxa Selic para 0,75 ponto porcentual, novo corte de 0,25 ponto nos juros pelo Federal Reserve e o andamento do pacote de gastos no Congresso.

“Mas pode ser que o Fed não corte mais os juros. Trabalho com um cenário bem volátil para o câmbio. Temos a tramitação das medidas fiscais aqui e o risco inflacionário nos Estados Unidos com o novo mandato presidencial de Donald Trump”, afirma Chiumento.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN