Promotora dá detalhes sobre operação do Gaeco contra venda de agrotóxico contrabandeados
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Por Fábio Wronski
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Em uma ação conjunta dos Núcleos de Cascavel do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente (Gaema), do Ministério Público do Paraná, foi deflagrada na terça-feira, 26 de novembro, a Operação Deméter. A operação teve como objetivo principal desarticular duas organizações criminosas envolvidas na venda de agrotóxicos de origem ilícita.
Conforme a promotora de Justiça Juliana Vanessa Stofela da Costa, a operação cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em diferentes localidades do Estado do Paraná, incluindo Cascavel e Terra Rocha, além de operações em Goiás, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Os alvos eram dois grupos criminosos que comercializavam agrotóxicos provenientes de roubos, desvios, adulterações e falsificações.
A promotora ressaltou que as atividades desses grupos causam prejuízos ao erário, devido à sonegação de tributos, e também aos produtores rurais, que acabam usando produtos falsificados ou adulterados. Além disso, a utilização desses produtos pode causar danos à saúde animal e humana, devido à toxicidade dos componentes químicos.
A operação contou com a participação de policiais do Gaeco, auditores da Receita Estadual, auditores federais agropecuários da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), além de servidores do Centro de Apoio Operacional e promotores de justiça de proteção ao meio ambiente.
Durante as buscas, foram coletados documentos e produtos possivelmente comercializados de forma ilícita, que serão analisados por fiscais agropecuários e peritos do Gaeco. Uma das organizações investigadas é suspeita de emitir notas fiscais frias que somam mais de R$ 26 milhões em um período de três anos.