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Em 1970, até o banco de reservas do Brasil era uma seleção de craques

Para o lugar do goleiro Félix, o técnico Zagallo tinha dois jovens de muito talento do futebol paulista. Ado, do Corinthians, e Leão, do Palmeiras, ambos...

Publicado em

Por Agência Estado

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A seleção brasileira de 1970, tricampeã mundial no México, não era fortíssima apenas com seus 11 jogadores titulares. Os 11 que estavam na reserva eram do mesmo nível e em alguns casos, segundo especialistas da época, até melhores do que aqueles que estavam em ação.

Para o lugar do goleiro Félix, o técnico Zagallo tinha dois jovens de muito talento do futebol paulista. Ado, do Corinthians, e Leão, do Palmeiras, ambos com 20 anos. Donos da posição em seus clubes e capazes de fazer um bom papel em campo, mas que não chegaram a pisar nos gramados mexicanos.

Na lateral direita, Carlos Alberto Torres, o “Capita” era absoluto, mas na sua reserva estava pronto Zé Maria, que mais tarde seria eternizado como o “Super Zé” pela torcida do Corinthians. Depois da Copa, o raçudo defensor, de 21 anos, trocou a Portuguesa pelo time do Parque São Jorge.

Na outra lateral, para muitos, como o goleiro Leão, Marco Antônio, do Fluminense, então com 19 anos, tinha totais condições de atuar na vaga de Everaldo, mas o jogador do Grêmio, aos 25 anos, tinha a seu favor a experiência.

A zaga formada por Brito e Piazza combinava força e técnica, mas no banco Baldochi (Palmeiras), Fontana (Cruzeiro) e Joel eram bons e qualquer dupla poderia segurar da mesma forma ou até melhor os ataques adversários.

Do meio-campo para frente era difícil ter uma vaga na equipe principal. Clodoaldo, Gerson, Jairzinho, Tostão, Rivellino, além de craques, estavam em grande forma. Mas Paulo Cesar Caju, de 20 anos, o 12º jogador daquele seleção, então no Botafogo, com quatro participações na Copa, era opção tanto para o ataque como para o meio de campo. Roberto, de 25 anos, seu companheiro no time de General Severiano, era um goleador e de grande presença na área. Só não entrou contra a Inglaterra, porque Tostão iniciou de forma magistral a jogada do gol de Jairzinho.

Dario, o “Dadá Maravilha” ou “Peito de Aço”, apelido que herdou do lendário Vavá, das Copas de 1958 e 1962, era um “fazedor” de gols. Aos 24 anos, o centroavante do Atlético-MG, não tinha técnica, mas sabia colocar a bola nas redes rivais. Seu estilo, adorado pelo presidente da República Emilio Garrastazu Médici, não se encaixava com a forma do time jogar, mas seria idolatrado por onde passou na carreira, composta por 926 gols.

A outra opção do ataque era o habilidoso ponta Edu, do Santos, com 20 anos. Dono de um domínio de bola inigualável, sua habilidade era tão grande que, mesmo canhoto, jogava com o mesmo talento pela ponta direita. Em 1966, disputou a Copa com apenas 16 anos.

O único que não se cogitava perder o lugar no time era o camisa 10. Se antes da Copa, João Saldanha, que dirigiu a seleção nas Eliminatórias, chegou a dizer que Pelé estava cego, durante os seis jogos disputados, todas as críticas se perderam pelo ar. A Copa foi “DELE”. Como tinha de ser.

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