CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Gilmar Mendes diz que ‘certamente Brasil seria outro e pior’ sem inquérito das fake news

“Aventamos a possibilidade de que, naquela quadra, seria necessária uma investigação. Aquilo que depois a imprensa passou a chamar de ‘inquérito das fake news’. (Dias) Toffoli...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta segunda-feira, 18, que o Brasil seria “outro e pior” sem o inquérito das fake news, relatado no Supremo pelo ministro Alexandre de Moraes. A declaração foi dada em um evento comemorativo dos 35 anos da Constituição de Mato Grosso, no qual participaram também Moraes e o ministro Flávio Dino.

“Aventamos a possibilidade de que, naquela quadra, seria necessária uma investigação. Aquilo que depois a imprensa passou a chamar de ‘inquérito das fake news’. (Dias) Toffoli assumiu o ônus de instaurar esse inquérito e designou Moraes para ser o relator. É muito fácil ser engenheiro de obra pronta, mas certamente o Brasil seria outro e pior não fora essa instauração e a atuação do ministro Alexandre à frente do inquérito”, afirmou o ministro.

Instaurado em março de 2019 pelo então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, com o objetivo de investigar a disseminação de notícias falsas contra ministros da Corte, o inquérito não contou com pedido formal do Ministério Público, e a escolha de Moraes como relator sem sorteio contrariaram o rito convencional do Supremo, provocando controvérsias desde seu início. Recentemente, Toffoli também ganhou elogios de Gilmar Mendes pela medida.

O decano do Supremo exaltou os dois colegas, mas se ateve por mais tempo a comentar a atuação de Moraes no Judiciário, lembrando o combate à desinformação quando esteve à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2022.

“Todo mundo hoje sabe que o intuito era perturbar o processo eleitoral e justificar alguma forma de surto ou de golpe. E isso foi evitado graças a essa ação desafiadora do ministro Alexandre. Vocês viram o tumulto durante as eleições, a Polícia Rodoviária Federal impedindo pessoas de chegar à urna. Isso foi extremamente desafiador”, disse Gilmar.

Sob o pretexto de que seria preciso combater o transporte irregular de eleitores, principalmente no Nordeste, o então chefe da corporação, Silvinei Vasques, determinou a realização de blitz em rodovias federais no dia do segundo turno das eleições presidenciais de 2022.

O objetivo, segundo as investigações, era obstruir o trânsito de eleitores aos locais de votação, o que poderia beneficiar o então presidente Jair Bolsonaro (PL), evitando votos em Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A apuração do Estadão mostrou que a PRF realizou pelo menos 500 operações de fiscalização parando ônibus no dia da eleição, sendo a maioria no Nordeste.

Por esse caso, Silvinei foi preso em agosto de 2023 e solto um ano depois por determinação de Moraes. Como medida alternativa, o magistrado determinou que o ex-chefe da PRF tem que usar tornozeleira eletrônica e fica proibido de acessar redes sociais e portar arma. Ele também teve seu passaporte cancelado.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN