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Foto: Pexels/Andrés Góngora

Preço da carne dispara: arroba do boi gordo atinge R$ 326,30, e cortes sobem nos supermercados

De acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do IBGE, a inflação oficial de outubro apontou que os cortes de carne subiram 5,81%,...

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Por Diego Cavalcante

Foto: Pexels/Andrés Góngora

O preço da carne bovina registrou forte alta em outubro, impactando o bolso dos consumidores nos açougues e supermercados. A arroba do boi gordo disparou para R$ 326,30 nesta semana, alcançando o maior valor desde maio de 2022. Esta elevação vem acompanhada do maior aumento mensal nos preços da carne dos últimos quatro anos, e a expectativa é que os valores continuem em alta até o fim do ano.

De acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do IBGE, a inflação oficial de outubro apontou que os cortes de carne subiram 5,81%, gerando um impacto de 0,14 ponto percentual no índice geral. Este é o segundo mês consecutivo de aumento, com o maior patamar desde novembro de 2020, quando a variação foi de 6,54%. Entre os cortes mais afetados estão o acém, que teve aumento de 9,09%, a costela (7,40%), o contrafilé (6,07%) e a alcatra (5,79%).

Fatores que impulsionam a alta

Diversos fatores explicam o aumento dos preços. A menor oferta de carne, agravada pela seca intensa e pelas queimadas, a alta da demanda interna e o crescimento do volume de exportações influenciam diretamente na elevação dos valores.

No período de entressafra, entre abril e setembro, a falta de chuva compromete a pastagem, principal fonte de alimentação do gado. Este ano, a seca foi mais severa, reduzindo ainda mais a disponibilidade de pasto. Além disso, com os preços em baixa desde 2023, muitos pecuaristas deixaram de investir em suplementação e confinamento, o que evita que o gado perca peso antes do abate. No confinamento, o gado pode ganhar até 2 kg por dia, o dobro do que ganharia apenas na pastagem, mas esse sistema exige custos elevados e representa alto risco financeiro.

Demanda interna e externa aquecidas

No lado da demanda, tanto o mercado interno quanto o externo têm influência significativa. As exportações brasileiras de carne bovina bateram recorde com a China, que aumentou suas compras em 30% neste ano, estimuladas pela taxa de câmbio a R$ 5,70. No mercado interno, a queda do desemprego e o aumento da renda dos brasileiros ajudaram a manter a demanda em um dos níveis mais altos dos últimos dez anos.

Especialistas alertam que, com o cenário atual, o preço da carne deve seguir em alta até dezembro, pressionando ainda mais o orçamento das famílias brasileiras.

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