Dólar sobe por cautela antes de payroll e com risco fiscal

A previsão dos investidores é de que foram criados 100 mil empregos (mediana) em outubro nos EUA, após 254 mil vagas em setembro. A mediana para...

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Por Agência Estado

O dólar volta a subir na manhã desta sexta-feira, 1, diante do avanço dos rendimentos dos Treasuries, queda do minério de ferro na China e cautela fiscal em meio à espera do relatório de emprego (payroll) dos EUA em outubro (9h30). Os dados do mercado de trabalho americano devem orientar as apostas do mercado e influenciar nas decisão de corte de juros do Federal reserve e do Copom na próxima quarta-feira. Também as notícias da acirrada eleição presidencial americana podem trazer volatilidade aos negócios.

A previsão dos investidores é de que foram criados 100 mil empregos (mediana) em outubro nos EUA, após 254 mil vagas em setembro. A mediana para salário médio por hora é de 0,3% na comparação mensal, enquanto a taxa de desemprego deve seguir em 4,1%.

A notícia de que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estará na Europa na próxima semana adia o anúncio do pacote de aperto fiscal prometido para logo depois das eleições municipais e ajuda a manter a cautela no câmbio e mercado de juros. O governo não fixou um prazo para o anúncio nem estimativa do impacto desse pacote, mas passou o recado de que o material já está sendo redigido e passando por análise jurídica.

O mercado espera uma redução de R$ 25,50 bilhões nas despesas do governo, valor que ficaria aquém dos R$ 49,50 bilhões necessários para atender às regras fiscais de 2024, segundo o Projeções Broadcast.

Os economistas do mercado estão convictos de que o Copom vai acelerar o ritmo do aperto na próxima semana, com 0,50 ponto porcentual na Selic, a 11,25% ao ano. As estimativas intermediárias do mercado apontam ainda mais uma alta de 0,50 ponto em dezembro e outra de 0,25 ponto em janeiro de 2025, quando a taxa atingiria 12% ao ano.

O presidente do Bradesco, Marcelo Noronha, afirmou que o presidente Lula disse que apoia o ministro Fernando Haddad, e que se preocupa com a inflação e com os gastos públicos, em entrevista à GloboNews.

A produção industrial brasileira subiu 1,1% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal, ficando acima da mediana das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que apontava alta de 1,0%. O intervalo de estimativas ia de queda de 0,3% a alta de 2,7%. Em relação a setembro de 2023, a produção subiu 3,4%, equivalente à mediana das estimativas. Neste ano, que tem como base de comparação o mesmo período do ano anterior, a indústria teve uma alta de 3,1%. Em 12 meses, a produção acumula elevação de 2,6%.

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) desacelerou a 0,30% no encerramento de outubro, após alta de 0,63% em setembro e de 0,37% na terceira quadrissemana do mês passado, em linha com a mediana do Projeções Broadcast.

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) subiu 0,7 ponto em outubro ante setembro, para 98,1 pontos.

Às 9h25, o dólar à vista subia 0,20%, a R$ 5,7929. O dólar futuro de dezembro ganhava 0,02%, a R$ 5,810.

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