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Demos 3 dias de prazo para Enel restabelecer energia em SP, diz secretário do Senacon

“Estamos notificando hoje a Enel, exigindo que ela nos apresente um diagnóstico desse quadro gerado pela tempestade de sexta-feira, nos apresente o número de consumidores afetados,...

Publicado em

Por Agência Estado

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O secretário Nacional do Consumidor (Senacon), Wadih Damous, afirmou que o governo federal notificou a Enel e a Prefeitura de São Paulo por causa do apagão na sexta-feira, 11, na Grande São Paulo. De acordo com o secretário, caso a Enel não restabeleça a energia em três dias, a empresa terá que explicar os motivos.

“Estamos notificando hoje a Enel, exigindo que ela nos apresente um diagnóstico desse quadro gerado pela tempestade de sexta-feira, nos apresente o número de consumidores afetados, nos informe quais canais de atendimento está disponibilizando à população afetada de São Paulo e qual é seu plano emergencial de restabelecimento da energia elétrica”, disse, em entrevista coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 14, no Palácio do Planalto sobre o apagão que ocorreu na Grande São Paulo no fim de semana.

“Nós não aceitamos essa afirmação da Enel de que não tem prazo para o restabelecimento da energia”, acrescentou. Nesta manhã, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou o prazo de três dias para que a Enel restabeleça a maior parte da energia em São Paulo. De acordo com o secretário, se a empresa alegar que o prazo é impossível de ser cumprido, a companhia terá que explicar o porquê.

Sobre a notificação contra a Prefeitura de São Paulo, Damous comentou que, em episódios como o de sexta-feira, companhias de concessão de energia elétrica alegam que a demora para o restabelecimento da energia é por causa de árvores que caem sobre a fiação.

“Queremos saber da Prefeitura de São Paulo se ela tem um mapeamento desses pontos críticos e que providências ela tomou e tomará em relação a isso”, afirmou. “Esses eventos climáticos extremos não podem surgir de justificativa para esse cenário gerado em São Paulo.”

Em sua avaliação, a Enel não tem investido “como deveria” para prever episódios como esse. “Ela demitiu, terceirizou serviços”, pontuou.

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