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Na Flip, José Falero diz como livros o ajudaram a superar depressão

A conversa foi mediada por Stephanie Borges e contou com leitura de obras dos autores, incluindo dois poemas do livro Ninguém Quis Ver (Companhia das Letras),...

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Por Agência Estado

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O escritor gaúcho José Falero e a poeta carioca Bruna Mitrano discutiram a relação entre a literatura e as cidades na primeira mesa da programação oficial da 22ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) desta quinta-feira, dia 10.

A conversa foi mediada por Stephanie Borges e contou com leitura de obras dos autores, incluindo dois poemas do livro Ninguém Quis Ver (Companhia das Letras), de Mitrano, e um trecho inédito do novo romance de Falero, Vera, que será publicado pela Todavia.

Durante o debate, os escritores discutiram suas produções e Falero confessou: “Tenho um modo de produzir solitário e até egocêntrico”. Ele explicou que, quando escreve, não costuma pensar no impacto coletivo que aquilo pode ter, apesar de ficar feliz se tiver um efeito positivo. Gosta de estar sozinho e de escrever algo que o agrade.

“Isso tem a ver com o modo como me tornei escritor, que foi um período de solidão”, explicou. Ele lembrou que enfrentou uma depressão antes de começar a escrever – e de virar leitor. “Não conseguia ser feliz em casa porque todos os símbolos de felicidade que conhecia estavam na rua”, lembrou. Foi então que entrou em contato com os livros e a literatura, e isso o ajudou naquele momento.

Na época, trabalhava com construção civil. Virou motivo de chacota entre colegas quando decidiu ser escritor, mas “foi teimoso”, como disse. O primeiro romance de Falero, Vila Sapo, foi publicado em 2019.

Já Bruna Mitrano comentou como existe diversidade na maneira como cada escritor começa na literatura. “Costumam colocar a gente no mesmo barco”, disse. A poeta lembrou que começou a escrever no trem, pois passava muito tempo no transporte público e queria ver poesia naquele local.

Mitrano, que cresceu no complexo de Senador Camará, na periferia do Rio de Janeiro, lembrou que não tinha acesso a bibliotecas e livrarias, e que considera que seu primeiro contato com a poesia foi a música. “Eu achava que escritor era aquele cara morto branco. Hoje estou vivendo de poesia. Pobre, mas vivendo de poesia”, brincou.

A Flip começou na quarta-feira, 9, com uma aula sobre João do Rio, jornalista e cronista homenageado desta edição. A festa vai até domingo, 13, e as mesas da programação oficial serão transmitidas no canal do evento no YouTube.

*A repórter viajou a convite do Instituto CCR

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