CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Com Moody’s e China, Ibovespa sobe 0,77%, aos 133,5 mil pontos

“Decisão da Moody’s surpreendeu grande parte do mercado, e foi o grande tema do dia: o Ibovespa subia quase 2% mais cedo, encostando nos 135 mil...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

Após 11 sessões, o Ibovespa, embalado em parte pela elevação da nota de crédito do Brasil pela Moody’s, ensaiou retomar o nível dos 134 mil pontos nesta quarta-feira, mas perdeu força em direção ao fechamento, em alta limitada a 0,77%, aos 133.514,94 pontos. Nesta quarta-feira, o índice oscilou de mínima na abertura aos 132.495,16 pontos até os 134.921,66 na máxima do dia, com giro financeiro a R$ 21,5 bilhões. Na semana, sobe 0,59% e, no mês, ganha 1,29%. No ano, acumula perda de 0,50%.

“Decisão da Moody’s surpreendeu grande parte do mercado, e foi o grande tema do dia: o Ibovespa subia quase 2% mais cedo, encostando nos 135 mil pontos, e todos os papéis do índice chegaram a avançar na sessão. Depois, perdeu força à tarde, com o mercado atento também ao cenário externo”, observa Jennie Li, estrategista de ações da XP, citando ainda a expectativa para a divulgação do relatório oficial sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos em setembro, nesta sexta-feira.

No fechamento, um número limitado de componentes da carteira teórica destoavam do Ibovespa, com destaque para Vamos (-6,66%), Brava (-2,28%) e Carrefour (-1,95%) na ponta perdedora. No lado oposto, Pão de Açúcar (+7,25%), Azul (+4,87%) e Cyrela (+4,51%). Entre as ações de maior liquidez, o alinhamento foi positivo, com destaque para grandes bancos, como Bradesco (ON +3,16%, PN +3,61%), e para os carros-chefes das commodities, como Petrobras (ON +1,17%, PN +1,38%) e Vale (ON +0,55%).

Para além da Moody’s, “o mercado se animou hoje com vetores como a China, que ainda ajuda o desempenho de emergentes com exposição a commodities, e um noticiário interno mais calmo”, diz Felipe Moura, analista da Finacap. Nesta quarta-feira, o índice Hang Seng, referência de Hong Kong, subiu 6,2%, reagindo nesta quarta às recentes medidas de estímulo na China após o feriado da Semana Dourada.

Embora a reaproximação efetivada pela Moody’s, na noite da terça-feira, do rating soberano do Brasil ao nível de grau de investimento – agora a Ba1 e com perspectiva positiva, a apenas um passo da concessão do selo de bom pagador, perdido pelo País em 2015 -, analistas e economistas receberam a notícia com alguma reserva, em função das persistentes preocupações sobre a condução da política fiscal doméstica. Parte dos observadores destacou o peso conferido pela agência à avaliação da trajetória econômica e também a algumas premissas, como a estimativa – considerada otimista – sobre tendência de estabilização para dívida.

Alguns, como o economista-chefe da Reag Investimentos, Marcelo Fonseca, não apenas mostraram “surpresa” com a decisão como também sugerem que a Moody’s trouxe um olhar mais de “retrovisor” do que prospectivo. Ele reconhece, porém, que um maior crescimento da economia melhora a capacidade de pagamento e que, até o momento, a “fotografia” do crescimento é boa, reportam os jornalistas Daniel Tozzi Mendes, Gabriela Jucá e Anna Scabello, do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. “A Moody’s é a agência que mais valoriza o crescimento econômico”, acrescenta.

Assim, durante a sessão, o Ibovespa quase chegou a atingir os 135 mil pontos – nível não visto no intradia desde 18 de setembro, a data do corte de juros pelo Federal Reserve. Mas, por outro lado, os contratos de DI mostraram relativa estabilidade ao longo desta quarta-feira, chegando a sustentar uma leve queda nos prazos mais longos, embora não mantida em direção ao fechamento. “Esse movimento nos juros foi mais tímido do que o esperado em relação à alta da Bolsa”, observa Alexandre Pletes, head de renda variável da Faz Capital, destacando a “pouca movimentação” na curva do DI em relação ao upgrade concedido pela Moody’s.

De qualquer forma, na B3, ações com exposição a juros e ao ciclo doméstico, como as de varejo e construção, estiveram entre as mais beneficiadas na sessão. Em conjunto, porém, o desempenho do setor de consumo (ICON +1,06%) foi inferior ao de materiais básicos (IMAT +1,19%), que reúne ações correlacionadas a demanda e preços formados no exterior, como as de commodities. O dólar, por sua vez, assim como os juros, teve comportamento discreto na sessão. No fechamento, a moeda americana mostrava baixa de 0,35%, a R$ 5,4448.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN