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Advogado mata mãe, cão e comete suicídio após ser descoberto como abusador de sobrinho autista

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Conforme divulgado pelo Diário Oficial do Guarujá, Avanci ocupava a função de secretário de Modernização e Transformação Digital na administração...
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Foto: Reprodução/CGN

Por Silmara Santos

Atualizado em: 18/09/2024 às 23:10

Um caso chocante e trágico ocorreu na noite de terça-feira (17), no município de Guarujá, litoral de São Paulo. Thiago Felipe de Souza Avanci, advogado e professor de direito de 39 anos, matou a própria mãe, seu cão de estimação e, posteriormente, tirou a própria vida. O crime ocorreu dias após a família descobrir que Avanci havia abusado sexualmente de um sobrinho autista de 17 anos.

Conforme divulgado pelo Diário Oficial do Guarujá, Avanci ocupava a função de secretário de Modernização e Transformação Digital na administração municipal. O advogado residia em uma edícula no terreno da mãe.

A Polícia Civil do município estava a caminho do imóvel para cumprir um mandado de busca e apreensão contra Avanci quando foram informados sobre disparos de arma de fogo no local. Ao chegarem, encontraram o corpo da mãe do advogado, de 72 anos, e do cão de estimação, ambos mortos. No local, foram apreendidos uma arma de fogo, celulares e outros pertences.

O mandado de busca e apreensão foi motivado por um boletim de ocorrência registrado pelo irmão de Avanci e sua cunhada, após a descoberta dos abusos. Segundo o G1, aproximadamente 15 dias antes, o adolescente vítima dos abusos havia relatado a uma psicóloga que sentia dores na região do ânus, fato que alertou a profissional e os pais do jovem.

Dias depois, Avanci entregou ao irmão, pai do adolescente, um envelope com documentos transferindo a propriedade de um carro para o nome dele. Além disso, entregou um pen drive, que posteriormente pediu de volta. No entanto, a cunhada havia acessado o conteúdo do dispositivo, onde foram encontrados vídeos de Avanci abusando do sobrinho. Com base nas datas dos registros, confirmou-se que os abusos ocorriam há pelo menos um ano.

O casal registrou um boletim de ocorrência de estupro de vulnerável na Delegacia de Defesa da Mulher. A polícia obteve um mandado de busca e apreensão e apreendeu um revólver em um dos imóveis. Avanci compareceu à delegacia para prestar depoimento e entregou outra arma. Foi liberado e, horas depois, cometeu os crimes.

No local dos assassinatos, a polícia apreendeu quatro celulares de Avanci, um notebook, um pen drive, um revólver, uma adaga e munições. O caso foi registrado no Distrito Policial Sede de Guarujá como homicídio e suicídio consumado.

Com informações de G1 e Metrópoles.

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