Firjan e ACRJ pedem que Secretaria de Aviação não eleve número de passageiros no Santos Dumont

Segundo as entidades empresariais, a Secretaria Nacional de Aviação Civil enviou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) um ofício solicitando a elevação no limite de...

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Por Agência Estado

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e a Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) informaram terem enviado nesta quarta-feira, 18, uma carta à Secretaria Nacional de Aviação Civil solicitando que o órgão suspenda o pedido de aumento no número de passageiros no Aeroporto Santos Dumont, na região central da capital fluminense.

Segundo as entidades empresariais, a Secretaria Nacional de Aviação Civil enviou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) um ofício solicitando a elevação no limite de capacidade do aeroporto, dos atuais 6,5 milhões de passageiros para 10 milhões de passageiros por ano. Em nota, a Firjan e a ACRJ dizem repudiar o pedido, “por colocar em risco” tanto a qualidade das operações do Santos Dumont quanto a viabilidade do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, na zona norte do Rio.

“A manutenção do limite de 6,5 milhões por ano nesse aeroporto (Santos Dumont) é fundamental para o turismo, o ambiente de negócios e melhores resultados econômicos para o estado e o país”, defende a nota conjunta das entidades empresariais, distribuída à imprensa. “A limitação do número de passageiros em até 6,5 milhões por ano no Aeroporto Santos Dumont, medida tomada em 2023, permitiu o equilíbrio econômico e de usabilidade dos dois aeroportos.”

A redução no limite de passageiros no Aeroporto Santos Dumont ocorreu após uma série de rodadas de negociações com o governo federal que envolveram os poderes executivos estadual e municipal do Rio de Janeiro. Um dos argumentos era que a sobrecarga de passageiros no Aeroporto Santos Dumont estava contribuindo para um aumento na ociosidade do Galeão, além de ocasionar um enxugamento de rotas para o estado, sobretudo, de voos internacionais. A discussão partiu de sucessivas demandas do governo do Estado do Rio de Janeiro e da prefeitura da capital fluminense, que obtiveram apoio de entidades empresariais fluminenses, entre elas a Firjan e a ACRJ.

O limite atual estipulado, ainda em vigor, teria resultado em “segurança, conforto e racionalidade no Santos Dumont e na possibilidade de voos em conexão internacional no Galeão, permitindo que o Rio de Janeiro voltasse a ser porta de entrada de grande parte dos voos internacionais que chegam ao Brasil”, segundo a nota da Firjan e ACRJ.

“O número de passageiros no Galeão subiu 94% no primeiro semestre deste ano em relação aos seis primeiros meses de 2023. Com relação ao transporte de cargas nesse aeroporto, o aumento foi de 38% no mesmo período. Estudo da Firjan aponta que o funcionamento eficiente dos dois aeroportos é capaz de gerar R$ 4,5 bilhões por ano na economia fluminense. A federação e a ACRJ ressaltam que esses avanços estão em risco diante do ofício no sentido de desfazer o acordo firmado para o equilíbrio entre os dois aeroportos”, declararam as entidades empresariais.

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