
18 mortes: PCC toma prejuízo após “só” conseguir roubar R$ 1 milhão em crime organizado por Mickey
O roubo, ocorrido em 9 de abril de 2023, visava levar R$ 30 milhões dos cofres da empresa, mas acabou fracassando. De acordo com a PF,...
Publicado em
Por Diego Cavalcante

A investigação da Polícia Federal (PF) desvendou como o Primeiro Comando da Capital (PCC) planejou e financiou a tentativa de um audacioso assalto a uma transportadora de valores em Confresa, Mato Grosso, em abril do ano passado. A facção investiu R$ 3,4 milhões na ação, que resultou em um enorme prejuízo financeiro e na morte de 18 criminosos.
O roubo, ocorrido em 9 de abril de 2023, visava levar R$ 30 milhões dos cofres da empresa, mas acabou fracassando. De acordo com a PF, Ronildo Alves dos Santos, conhecido como Mickey, foi o responsável por organizar o grupo criminoso. Ele foi morto cerca de um mês depois, em um suposto confronto com a polícia, no Tocantins.
Para financiar o assalto, o PCC movimentou R$ 1,9 milhão na conta de Mickey, que estava fortemente armado. A operação foi parte de uma estratégia do chamado “Novo Cangaço”, na qual a facção organiza ataques a cidades para levantar recursos em momentos de crise financeira.
Dias antes do ataque, a quadrilha alugou imóveis no Pará e se deslocou em grupos fortemente armados até Confresa. Eles atacaram uma base da Polícia Militar, destruíram transformadores de energia para bloquear comunicações e tentaram explodir o cofre da transportadora, mas falharam. Durante a fuga, espalharam o caos pela cidade, atirando indiscriminadamente.
Mais de 350 policiais de cinco estados foram mobilizados para caçar os envolvidos, resultando em 18 mortes. A investigação revelou que, em pouco mais de um ano, Mickey movimentou R$ 2 milhões em transações financeiras suspeitas, indicando o alcance das operações do PCC.
Historicamente, o PCC já executou grandes assaltos para arrecadar fundos e demonstrar poder. Em 2016, a facção roubou R$ 4,8 milhões em Campinas, São Paulo, e em 2017, em Ciudad del Este, no Paraguai, levou US$ 40 milhões da Prosegur, no maior assalto da história do país.
Com informações do Metrópoles
Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação
Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.
Participe do nosso grupo no Whatsapp
ou