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Imagem referente a Avião monomotor cai em área de cooperativa e piloto fica ferido em Dourados (MS)

Avião monomotor cai em área de cooperativa e piloto fica ferido em Dourados (MS)

Acidente ocorreu por volta de 10h50 desta quarta-feira (10) após suposta pane na aeronave...

Publicado em

Por Luiz Oliveira

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Imagem referente a Avião monomotor cai em área de cooperativa e piloto fica ferido em Dourados (MS)

Duas pessoas ficaram feridas na queda de um avião monomotor nesta quarta-feira (10) em Dourados (MS), a 233 km da capital Campo Grande. A aeronave de pequeno porte, prefixo PT-KRE, caiu em uma área próxima às indústrias de óleo de uma cooperativa às margnes da BR-163, entre Dourados e Caarapó.

O 2ª Grupamento do Corpo de Bombeiros foi acionado por volta de 10h55 para atender o caso, mas os feridos foram socorridos por funcionários da cooperativa e os primeiros socorros prestados pela equipe médica da indústria.

As duas pessoas foram encaminhadas para o Hospital da Vida.

Piloto investigado por narcotráfico

O avião monomotor Cessna Aircraft prefixo PT-KRE que teria sofrido pane e feito pouso forçado nesta quarta-feira (10) em Dourados, a 233 km de Campo Grande, estava sendo pilotado por W. R. F., de 38 anos. Morador em Campo Grande, o piloto é investigado há pelo menos quatro anos por envolvimento com o narcotráfico e já foi alvo de duas operações policiais.

W. R. F. estava sozinho no avião, que aterrissou na área das indústrias de óleo de soja às margens da BR-163, entre Dourados e Caarapó. Com ferimentos leves, ele foi socorrido por funcionários da cooperativa e recebeu os primeiros socorros da equipe médica da indústria. Depois foi levado para o Hospital da Vida, em Dourados.

Uma consulta feita no site da Anac (Agência Nacional de Avião Civil) mostra que o avião está registrado em nome de M. G. S. e possui capacidade de transportar 1.720 quilos. O Cessna foi fabricado em 1975 e não tem autorização para operar como táxi aéreo.

Operações

Em agosto de 2017, W. R. F. e W. J. M. S. foram presos em um hangar em São Gabriel do Oeste e denunciados pela Deco (Delegacia Especializada de Repressão do Crime Organizado) no âmbito da Operação Ícaro, acusados de adulterar aeronaves para que pudessem voar por muito tempo a longas distâncias sem precisar abastecer. O objetivo seria não dar brecha para que as forças de segurança conseguissem flagrar carregamentos de drogas, segundo a denúncia apresentada contra eles e mais sete pessoas.

A investigação tinha começado no final de 2016, quando W. R. F. registrou furto de aeronave do Aeroporto Teruel, em Campo Grande. Ele dizia que o hangar onde ficava o avião bimotor modelo Baron prefixo PT-WMV havia sido arrombado.

Em contato com polícias de outros Estados, a Deco descobriu que um avião com características semelhantes pilotado por um paranaense tinha caído na Bolívia. O passageiro R. N., de 18 anos, morador de Ponta Porã, morreu no acidente e L. T., o piloto, desapareceu.

Para a polícia, W. R. F. tentava justificar o sumiço do avião denunciando o suposto furto e depois tentou “clonar” a aeronave, usando outro avião, trazido do Amazonas, que estava sendo pintado e adulterado para substituir o Baron que caiu na Bolívia.

Em outubro do ano passado, W. R. F. voltou a entrar no radar da polícia. A Operação Teto Baixo, da Polícia Federal, investigou quadrilha que adulterava e clonava aviões em Mato Grosso do Sul para transporte de drogas.

De acordo com a investigação, a base de operações da organização criminosa funcionava em São Gabriel do Oeste até que a Operação Narcos, deflagrada pela Polícia Civil em agosto de 2017, desarticulou o esquema e prendeu líderes do grupo. Entretanto, a quadrilha se reorganizou e transferiu a estrutura para Santarém, no Pará.

No dia 17 de outubro de 2019 foram cumpridos 30 mandados de prisão preventiva, 6 de prisão temporária, 27 de busca e apreensão, 7 mandados de bloqueio/suspensão de regularização de imóvel rural e 36 mandados de sequestro/bloqueio de bens, incluindo 18 aviões, imóveis, propriedades rurais e mais de R$ 290 milhões de contas bancárias em nome de 36 investigados.

As informações são do site Campo Grande News.

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