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Taxas fecham em queda com decisão do Fed, entrevista de Powell e IPCA de maio –

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 encerrou a 3,08%, de 3,141% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro...

Publicado em

Por Agência Estado

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Os juros futuros fecharam em queda firme na ponta longa da curva a termo e mais branda no trecho curto nesta “Super Quarta” de IPCA no Brasil e decisão do Federal Reserve nos Estados Unidos. O desenho foi definido na última hora da sessão regular, após o comunicado e as projeções do Fed indicarem que a liquidez nos mercados deve continuar farta por um bom período. A percepção de que os estímulos monetários devem prosseguir por muito tempo também foi reforçada durante a entrevista do presidente da instituição, Jerome Powell. Com isso, a curva perdeu inclinação. O IPCA acima da mediana das estimativas, mas com preços de abertura bastante favoráveis, ditou a dinâmica das taxas pela manhã.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 encerrou a 3,08%, de 3,141% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2025 terminou na mínima de 5,66%, de 5,783% ontem no ajuste. A do DI para janeiro de 2027 caiu de 6,732% para 6,60%.

Esta quarta, 10, começou com o IPCA de maio mostrando deflação de 0,38%. Os juros abriram em alta, em reação pontual ao dado acima da mediana das estimativas (-0,46%), mas depois passaram a cair com a leitura favorável dos preços de abertura e, ainda, com a inflação ao consumidor norte-americano em maio vindo abaixo do consenso. A média dos núcleos do IPCA, -0,11% segundo a Guide Investimentos, caiu mais do que a mediana indicava (-0,09%). Em 12 meses, o IPCA passou de 2,40% em abril para 1,88% em maio, se afastando ainda mais do piso da meta de 2,50%.

“A perspectiva atual é de mais dois anos com a inflação fechando abaixo da meta, o que dá base para nossa expectativa de corte de 75 pontos-base na Selic em junho e mais 50 pontos até o final do ano”, avaliam economistas do Banco Fator.

Na curva, essa aposta para junho segue majoritária, com a precificação indicando 70% de chance, contra 30% de corte de 0,5 ponto porcentual. O mercado ainda vê espaço para uma queda de 0,25 ponto no Copom de agosto, com curva apontando 70% de probabilidade. Os números são do Haitong Banco de Investimentos. Entre os economistas, a ampla maioria de 52 entre 54 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast vê a Selic em 2,25% em junho.

No fim da manhã, porém, passou o efeito IPCA e as taxas voltaram a rondar a estabilidade, em compasso de espera pelo Fed e entrevista de Powell. Após a divulgação do comunicado, se firmaram em baixa, com os vencimentos longos, mas sensíveis ao exterior, em destaque, e depois ampliaram o recuo com as declarações do presidente do Fed e ignorando a piora no câmbio.

“Nossa leitura foi bem ‘dove’, com sinalização de que vão fazer o que estiver ao alcance para retomada. O mercado local reagiu com recuo das taxas do miolo da curva até a longa, mas a moeda estressou”, afirmou Cássio Andrade Xavier, trader de renda fixa da Sicredi Asset. Entre os sinais, ele ressaltou as projeções do Fed indicando que a maioria dos dirigentes vê juros estáveis até 2022 e Powell enfatizando as incertezas sobre a evolução do cenário.

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