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Ibovespa avança em busca dos 137 mil pontos com commodities e sinal de Caged de julho forte

Em Nova York, as bolsas tentam devolver parte dos ganhos recentes, após o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell...

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Por Agência Estado

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Após abrir o pregão na faixa dos 135 mil pontos, o Ibovespa acelerou o ritmo de alta perto do fim do período da manhã desta segunda-feira, 26, em busca dos 137 mil pontos – a melhor marca intradia vista recentemente. No caso, foi registrada no último dia 21. A elevação é puxada especialmente pelos ganhos das commodites: o petróleo tem alta de até 3,00% no exterior e o minério de ferro fechou hoje com elevação de 3,45% em Dalian, na China.

Em Nova York, as bolsas tentam devolver parte dos ganhos recentes, após o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell , dizer que chegou a hora de ajustar a política monetária, o que reforçou as apostas de queda do juro básico em setembro.

Na sexta-feira, o Ibovespa fecha em alta de 0,32%, aos 135.608,47 pontos, ganhando 1,24% na semana.

Nesta segunda, destaque às ações da Petrobras, que avançam quase 5,00% (PN0 e 6,00% (ON) das ações da Petrobras, por conta do encarecimento do petróleo no exterior devido ao aumento das tensões geopolíticas.

“Tem essa questão do petróleo por questões geopolíticas, a suspensão de petróleo na Líbia e a elevação da recomendação dos papéis da estatal pelo Morgan Stanley”, diz Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença.

O governo baseado no leste da Líbia determinou a suspensão de toda a produção e exportação de petróleo no país, segundo múltiplos veículos da imprensa local e estrangeira. A medida é resultado de disputas políticas com o grupo rival sediado em Tripoli. No Oriente Médio, há aumento das tensões após um final de semana marcado por ataques mútuos entre Israel e o Hezbollah.

Além disso, os investidores digerem as afirmações feitas pelo diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, que praticamente repetiu hoje o que disse no último dia 19, de que “todas as alternativas” de política monetária estão na mesa, em meio a debates de alta da taxa Selic.

Um pouco antes, no dia 12, afirmou que o BC depende de novos dados sobre a evolução da inflação e que uma alta da Selic “está na mesa” do Copom. “Ainda é um discurso hawkish, mas deixa um pouco a porta mais aberta. Estão tentando diminuir as divergência isso é bom”, avalia a economista-chefe da B.Side Investimentos, Helena Veronese.

Além disso, o Índice Bovespa reage à afirmação do ministro Luiz Marinho, do Trabalho, de que os dados do Caged do mês passado que sairão esta semana virão robustos. Segundo ele, “o Caged de julho vem bem” e a geração de emprego em 7 meses supera a de 12 meses em 2023. O desempenho do indicador é bem visto por reforçar robustez da atividade econômica do Brasil, mas requer atenção quando se pensa em inflação.

“O Ibovespa sobe muito por reflexo das ações ligadas ao minério e ao petróleo”, pontua Beto Saadia, diretor de Investimentos da Nomos. “Só que a maioria dos papeis da carteira cai. Então, não é necessariamente uma boa notícia”, pondera.

Saadia lembra o alerta feito em Jackson Hole pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, no fim de semana, de que o mercado de trabalho aquecido é desafio para a convergência da inflação. “E o mercado começa a precificar um provável impacto das queimadas no interior de São Paulo nas cadeias de oferta, na inflação”, alerta o diretor da Nomos.

Às 11h35, o Ibovespa tinha alta de 0,78%, aos 136.820,85 pontos, ante alta de 0,94%, na máxima aos 136.888,96 pontos.

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