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Arrasada, Chiles vê retirada do bronze olímpico injusta e diz acreditar em reviravolta

“Esta decisão parece injusta e é um golpe significativo, não apenas para mim, mas para todos que defenderam minha jornada. Ao comemorar minhas conquistas olímpicas, ouvi...

Publicado em

Por Agência Estado

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A norte-americana Jordan Chiles afirmou, nesta sexta-feira, que a retirada do bronze que ela havia conquistado na prova de solo da ginástica artística nos Jogos Olímpicos de Paris-2024 foi um “golpe significativo” e que ainda confia em reaver a medalha. Poucas horas antes, a ginasta romena Ana Maria Barbosu, 18 anos, recebeu a peça em cerimônia realizada em Bucareste, capital da Romênia.

“Esta decisão parece injusta e é um golpe significativo, não apenas para mim, mas para todos que defenderam minha jornada. Ao comemorar minhas conquistas olímpicas, ouvi a notícia devastadora de que minha medalha de bronze havia sido retirada. Confiei no recurso, que deu provas conclusivas de que minha pontuação seguiu todas as regras, mas o apelo não teve êxito. Eu não tenho palavras”, comentou, em texto publicado em sua conta no Instagram, a ginasta norte-americana.

“Estou diante de um dos momentos mais desafiadores da minha carreira. Abordarei este desafio como fiz com outros e farei todos os esforços para garantir que a justiça seja feita. Acredito que no final desta jornada, as pessoas que estão no controle farão a coisa certa”, afirmou a atleta de 23 anos, confiante em nova revisão das notas.

A polêmica em torno da terceira colocada da final do solo, vencida pela brasileira Rebeca Andrade, deu-se após uma revisão da nota de Chiles, que foi de 13,666 para 13,766, tirando o bronze da romena Ana Barbosu (13,700). A presidente da Federação Romena de Ginástica, Carmencita Constantin, apoiada pela ex-ginasta Nadia Comaneci, entrou com um recurso na Corte Arbitral do Esporte (CAS), alegando que os americanos tinham pedido a revisão da apresentação de Chiles depois de um minuto do lançamento da nota, o que faria a solicitação ser negada.

A CAS revogou os 0,100 dados a Jordan no dia da final, e a ginasta caiu para o quinto lugar. Com isso, a Corte determinou que a medalha deveria ser devolvida por Chiles e entregue a Barbosu. Os Estados Unidos tentaram recorrer da decisão, sem sucesso.

Após a publicação do texto, Jordan Chiles recebeu o apoio de muitos brasileiros, sensibilizados com a humildade da atleta e da estrela Simone Biles reverenciando Rebeca Andrade no pódio.

“Estou impressionada com o amor que recebi nos últimos dias. Tenho orgulho de torcer por todos, independentemente do time ou país. Encontrar a alegria novamente foi uma mudança cultural e adoro ver outras pessoas abraçando isso. Sinto que dei permissão a todos para serem autênticos com quem são”, afirmou a ginasta, que, por outro lado, não escapou dos ataques de ódio e do racismo nas redes sociais.

“Para aumentar a tristeza, os ataques espontâneos de motivação racial nas redes sociais são errados e extremamente prejudiciais. Dediquei todo o meu coração e alma a este esporte e tenho muito orgulho em representar a minha cultura e o meu país”, disse Chiles.

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