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Após 7 dias subindo, Ibovespa dá pausa

Para William Teixeira, head e especialista em ações da Messem Investimentos, um movimento de queda neste momento é natural e saudável, após o Ibovespa ter saído...

Publicado em

Por Agência Estado

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A terça-feira, 9, de agenda esvaziada é de queda do Ibovespa, que acompanhando o recuo das bolsas internacionais após os fortes ganhos da véspera. A realização de lucros na B3, contudo, segundo analistas, deve ser vista apenas como uma pausa, e não como uma mudança de tendência.

Para William Teixeira, head e especialista em ações da Messem Investimentos, um movimento de queda neste momento é natural e saudável, após o Ibovespa ter saído do “fundo do poço” atingido no dia 14 de maio deste ano. Na ocasião, o índice variou entre a mínima aos 75.696,95 pontos e máxima aos 79.019,81 pontos para, em seguida, avançar 29% em 17 dias, cita.

“O dia deve ser de queda. Falta notícia nova, depois de ter subido ontem após dados com queda menor das exportações chinesas e os EUA mostrando geração de emprego, indicando retomada mais acelerada do que a imaginada”, afirma.

Às 10h50, o Ibovespa caía 1,30%, aos 96.371,72 pontos, enquanto em Nova York o recuo máximo era de 1,22$ (Dow Jones), depois da valorização na segunda-feira.

Na segunda-feira, o principal índice à vista da B3 subiu 3,18%, aos 97.644,67 pontos, quase zerando a queda em um ano, que atualmente é de 0,18%, completando sete dias seguidos de elevação. Nos EUA, as altas ficaram acima de 1%, com o Nasdaq atingindo máxima histórica intraday e também recorde histórico de fechamento, enquanto o S&P 500 zerou as perdas de 2020.

A espera pela divulgação da reunião de política monetária pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) amanhã pode contribuir para o movimento de queda, a despeito de analistas não esperarem mudanças. Conforme consulta feita pelo correspondente do Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) em Nova York, Ricardo Leopoldo, o Fed deverá manter a taxa de juros na faixa entre 0% e 0,25% ao ano nesta quarta-feira, devido à continuidade da profunda recessão que país enfrenta por causa da pandemia do coronavírus.

Já a queda do petróleo no exterior contamina as ações da Petrobras e, desta forma, o Ibovespa. A cotação da commodity tem queda na faixa de 1,00% esta manhã, depois de ceder em torno de 3,00%, diante de relatos de que a Líbia teve de fechar seu campo de Sharara devido à presença de uma “força armada” no local. Já as ações da estatal perdiam bem mais: cerca de 3,00%.

Porém, os papéis da Vale cediam menos, 0,75%, após o recuo de 1% do minério de ferro no porto chinês de Qingdao nesta terça e enquanto analistas ainda avaliam a notícia do fim de semana de que a mineradora interrompeu as operações do complexo de Itabira (MG) por determinação judicial.

Na política, o destaque é o julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) das ações que pedem a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão, que não devem ir adiante. Porém, como apurou o Broadcast, há outras ações na lista para serem julgadas que preocupam mais o Palácio do Planalto, como as que tratam de disparos de mensagens em massa pelo WhatsApp.

Ainda que possa ficar em segundo plano, o mercado deve monitorar a situação sanitária no País, enquanto o governo adota medidas de contagem de casos de pessoas infectadas e de mortas pela covid-19 no Brasil diferentes das de outros país, de forma a mascarar os resultados.

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