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Imagem referente a Crítica: Deadpool & Wolverine abusa da nostalgia em novo filme
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Crítica: Deadpool & Wolverine abusa da nostalgia em novo filme

Para apoiar essa viagem no tempo pela história da Marvel na Fox, o filme traz como co-protagonista um dos rostos mais icônicos do cinema de super-heróis....

Publicado em

Por Diego Cavalcante

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Desde a aquisição da Fox pela Disney, os fãs de Deadpool têm se perguntado como a casa do Mickey Mouse lidaria com o universo irreverente e paródico do mercenário. Após cinco anos, a resposta chegou em um filme repleto de autocrítica, humor e nostalgia. “Deadpool & Wolverine” celebra esse legado com o humor característico do personagem, ao mesmo tempo em que o estúdio faz piada de si mesmo e da extinta Fox, misturando reverência e irreverência de maneira melancólica e enérgica.

Para apoiar essa viagem no tempo pela história da Marvel na Fox, o filme traz como co-protagonista um dos rostos mais icônicos do cinema de super-heróis. Após ver seu personagem morrer em “Logan” (2017), Hugh Jackman retorna ao papel de Wolverine em uma versão ainda menos heroica, buscando redenção. Culpando-se pelo fim dos X-Men em seu universo, o mutante se junta a Wade Wilson (Ryan Reynolds) em uma tentativa arriscada de consertar as coisas nos universos de ambos – menos por estar convencido da missão e mais por ser arrastado por ela.

Enquanto tenta dar sentido à sua trama, o filme navega pelas águas multiversais do MCU, trazendo um turbilhão de referências e participações especiais inesperadas, que se dividem entre humor e nostalgia. “Deadpool & Wolverine” se esforça para manter a energia caótica e desrespeitosa do personagem, permitindo que ele toque no passado do Marvel Studios, mas com limites — o que se destaca na interação entre a dupla de protagonistas. Com isso, a produção se apresenta como uma história do mercenário boca-suja, porém, também lembra que agora ele está sob o olhar cauteloso da Disney, que evita assustar seu público “família” sempre que possível. Os palavrões vêm, portanto, acompanhados da missão nobre pró-família e amigos.

O crédito por esse equilíbrio indispensável vai para o astro e produtor Ryan Reynolds, que colabora no roteiro e se coloca mais ostensivamente em cena, como na variante do coque samurai que brinca com o ego do galã. Ao lado do diretor Shawn Levy, parceiro de longa data de Reynolds (Free Guy, Projeto Adam) e de Jackman (Gigantes de Aço), os protagonistas dão ao longa-metragem as doses certas de humor, nostalgia e drama. Reynolds ganha em Jackman e Levy parceiros valiosos para dar ao filme um estofo para além do fiapo paródico de trama.

Ainda assim, as inúmeras referências e participações especiais fazem o longa patinar entre contar de fato uma aventura multiversal ou apenas rir dela (ironicamente ou respeitosamente); o fato de Deadpool fazer piada recorrentemente com a exposição denota esse incômodo que o próprio filme demonstra com a “obrigatoriedade” de seguir a fórmula dos super-heróis. Quando o filme entende que não é mais capaz de desdobrar sua trama, recorre ao humor ou a uma nova briga sanguinária e brutal – que de certa forma define a dinâmica entre Deadpool e Wolverine e ao longo do filme a justifica.

Sem promover a grande revolução prometida na Marvel, “Deadpool & Wolverine” chega mais como um filme sobre o passado do que sobre o futuro. Mirando em seu próprio nicho, que inclusive exige que seu público conheça as desventuras de bastidores para entender parte das piadas, a produção tenta restabelecer o hype orgânico em torno das produções de super-heróis enquanto macula o próprio legado ao som de uma excelente playlist dos anos 2000.

Com informações do Omelete

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