CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Bolsonaro veta uso de R$ 8,6 bi de fundo contra covid

A destinação do dinheiro tinha sido aprovada em maio pelo Congresso Nacional, durante a análise de medida provisória editada por Bolsonaro que extinguiu o fundo....

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

O presidente Jair Bolsonaro sancionou lei que extingue o fundo de reservas monetárias formado pelas receitas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que tem cerca de R$ 8,6 bilhões, mas vetou o repasse desses recursos para o combate ao novo coronavírus nos Estados. A decisão foi publicada na edição de ontem do Diário Oficial da União.

A destinação do dinheiro tinha sido aprovada em maio pelo Congresso Nacional, durante a análise de medida provisória editada por Bolsonaro que extinguiu o fundo.

Os itens vetados previam que neste ano, em vez de ficar com o Tesouro Nacional, os R$ 8,6 bilhões seriam repassados integralmente aos Estados, Distrito Federal e municípios para ações de prevenção à propagação do novo coronavírus.

Segundo o governo, ao fazer essa mudança, o dispositivo “inova e veicula matéria diversa do ato original, em violação aos princípios da reserva legal e do poder geral de emenda”. Diz ainda que foi criada despesa obrigatória ao poder público sem conter o demonstrativo do respectivo impacto orçamentário e financeiro no exercício corrente e nos dois subsequentes, o que violaria regras constitucionais.

O Banco Central, que era o responsável pelo fundo, informou ainda em dezembro, quando a MP foi editada, que a extinção do fundo levaria a uma transferência dos R$ 8,6 bilhões à conta única da União. A cifra aparece na exposição de motivos da MP enviada ao Legislativo na época.

O conteúdo inicial da medida provisória, que deu origem à lei, previa que o dinheiro fosse utilizado para pagar a dívida pública federal. Diante da pandemia de coronavírus, os parlamentares decidiram mudar a destinação do recurso para o enfrentamento da doença. Com o veto presidencial, a verba fica, em princípio, sem destinação.

O presidente sancionou apenas a parte da lei que extingue o fundo, que já estava inativo.

Criado em 1966, o FRM era abastecido com reservas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), usadas para intervenção nos mercados de câmbio e na assistência a bancos e instituições financeiras.

O fundo estava sem receber aportes desde 1988, quando houve uma alteração na legislação, mas continuou a ser usado para socorrer instituições. Em 2000, a Lei de Responsabilidade Fiscal vedou o uso de dinheiro público para ajudar entidades financeiras.

O Tribunal de Contas da União (TCU) chegou a determinar que o governo buscasse uma solução para o fundo. Agora, cabe ao Congresso analisar o veto presidencial, que poderá ser mantido ou derrubado. Não há ainda previsão de quando a questão será analisada pelos parlamentares.

‘Surpresa’

Ao ser questionado a sobre o veto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ter ficado surpreso com a decisão de Bolsonaro. “A informação que eu tinha dos deputados era que tinha ocorrido um acordo, inclusive para a destinação desses recursos. De fato, surpreendeu o veto do governo em relação a esses R$ 8,6 bilhões. É um direito do presidente. Cabe ao Parlamento chamar uma sessão do Congresso e decidir pela manutenção ou derrubada do veto”, disse o deputado.

Durante a tramitação na Câmara e no Senado, o projeto havia sido aprovado com grande consenso. Entre os deputados, a votação tinha sido simbólica (sem o registro de votos no painel eletrônico), modalidade usada geralmente quando há acordo sobre o teor da matéria.

Já no Senado, a aprovação havia sido unânime, com 75 votos a favor do texto. / COLABOROU CAMILA TURTELLI

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN