
Polícia Civil exuma corpo em caso intrigante de órgão desaparecido
A família de Emídia acredita que houve negligência médica no tratamento da idosa e denuncia o desaparecimento de um de seus órgãos. Gidália Nunes Oliveira, 48...
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Por Silmara Santos
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizou a exumação do corpo de Emídia Nunes Chavante Oliveira, 74 anos, na manhã de terça-feira (25), no Cemitério de Taguatinga (DF), buscando esclarecer o suposto desaparecimento de um de seus rins. A família da idosa, que morreu no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) após buscar atendimento na rede pública de saúde, espera que o procedimento coloque um fim no que classifica como “um pesadelo”.
A família de Emídia acredita que houve negligência médica no tratamento da idosa e denuncia o desaparecimento de um de seus órgãos. Gidália Nunes Oliveira, 48 anos, filha de Emídia, descreve a situação como um reviver de toda a dor e sofrimento que a família tem passado.
Os parentes de Emídia alegam que não tiveram a oportunidade de ver o corpo no hospital e que houve resistência ao pedido de autópsia. A família também relata que funcionários da Secretaria de Saúde insinuaram que a causa da morte foi Covid-19, o que impediria a análise.
A exumação, realizada pelo Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), pode ajudar a esclarecer o que realmente aconteceu com o rim de Emídia. O procedimento foi autorizado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) em 18 de junho, atendendo a um pedido da PCDF.
Após a exumação, o corpo da idosa foi levado para o Instituto de Medicina Legal (IML), onde será submetido a uma autópsia. O laudo, que deve ficar pronto em 30 dias, é considerado um procedimento necessário para o esclarecimento do caso, segundo o advogado da família, Kenneth Chavante, presidente da Comissão de Direito Médico e da Saúde da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF) em Samambaia.
Um inquérito da PCDF investiga as causas da morte de Emídia. O juiz Wagno Antonio de Souza, ao analisar o pedido de exumação, afirmou que a medida seria indispensável para a “elucidação dos fatos”, devido à ausência de um laudo de necrópsia.
Fonte: Metrópoles
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