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Editorial: A Máquina Pública engole o dinheiro do povo

Eleger candidatos comprometidos com o interesse geral e a responsabilidade fiscal é essencial para a construção de um futuro mais justo e próspero....

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Por Redação CGN

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A crise fiscal brasileira não é apenas um problema econômico, mas um reflexo de uma sociedade que parece ter perdido o rumo. A cultura do “cada um por si” e o apego aos benefícios próprios acima do bem comum têm transformado o Brasil em um terreno onde a maioria dos cidadãos se sente desamparada e desiludida. Às vésperas do início das eleições municipais de 2024, é crucial que escolhemos candidatos comprometidos com o interesse geral e com a responsabilidade fiscal. Vamos dissecar essa situação e entender por que, apesar das promessas de progresso e crescimento, o brasileiro médio continua carregando o fardo das políticas públicas ineficazes.

O Congresso Nacional, ao invés de ser a casa do povo, tornou-se um palco para a defesa de interesses específicos. As diversas bancadas – da bala, evangélica, ruralista, entre outras – representam grupos bem definidos que conseguem influenciar a agenda legislativa de acordo com seus interesses. No entanto, quem representa o trabalhador comum, aquele que pega ônibus ou vende bala no sinal? A verdade é que esses cidadãos, que constituem a maioria, são os menos representados e, portanto, os que mais sofrem com as políticas públicas mal direcionadas.

Um argumento comum entre certos grupos é que o Brasil taxa pouco a renda e deveria aumentar essa tributação para os mais ricos. Porém, essa visão simplista ignora uma realidade crucial: o brasileiro médio é pobre. Em um país onde a distribuição de renda é extremamente desigual, aumentar os impostos sobre a renda atingiria uma pequena parcela da população, que muitas vezes tem recursos para evadir esses impostos ou simplesmente migrar para jurisdições mais favoráveis. O resultado? A arrecadação continua baixa e o governo recorre à taxação do consumo, penalizando ainda mais os mais pobres.

O governo brasileiro, ao longo dos anos, construiu uma máquina pública inchada e ineficiente. Servidores públicos e diversos outros grupos conseguiram, através de negociações e pressões políticas, benefícios que drenam os cofres públicos. Esses benefícios, muitas vezes, não são justificados pelo retorno que proporcionam à sociedade. O resultado é um Estado que gasta muito mais do que arrecada, perpetuando a crise fiscal.

Em cada ciclo eleitoral, assistimos a um festival de promessas populistas que têm um único objetivo: a reeleição. Políticos prometem aumentos de benefícios sociais, reajustes salariais para servidores e outras medidas que, embora soem bem aos ouvidos do eleitorado, são insustentáveis a longo prazo. Esse ciclo vicioso não só aumenta o gasto público, mas também mina a confiança nas instituições e na capacidade do país de resolver seus problemas estruturais.

A cidade de Cascavel é um exemplo de como uma gestão eficiente pode transformar a realidade de um município. Sob a liderança do prefeito Paranhos, a cidade conseguiu modernizar sua infraestrutura, atrair investimentos e, ao mesmo tempo, manter as contas públicas em dia. Essa administração responsável e inovadora deve servir de modelo para o próximo prefeito, que terá a responsabilidade de manter esse legado, garantindo que os avanços obtidos nos últimos anos não sejam perdidos e que a cidade continue a prosperar de maneira sustentável.

Eleger candidatos comprometidos com o interesse geral e a responsabilidade fiscal é essencial para a construção de um futuro mais justo e próspero. Precisamos de líderes que compreendam a importância de uma gestão pública eficiente e transparente, que priorizem a redução de gastos desnecessários e a melhoria dos serviços públicos.

A crise fiscal no Brasil é um reflexo de uma cultura política e social que privilegia o curto prazo e os interesses particulares em detrimento do bem comum. Superar esse desafio requer mais do que ajustes econômicos; exige uma transformação profunda na maneira como enxergamos nosso papel como cidadãos e o papel do Estado. As eleições municipais de 2024 são uma oportunidade ímpar para começarmos essa transformação. Somente com uma sociedade engajada e informada poderemos construir um país mais justo e próspero para todos.

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