
Tadeu Schmidt sobre filha queer: ‘Errado é ser hétero e ter várias amantes’
“Para os pais que estão passando por esse momento de descoberta: não tem nada de errado. Não tem porque você ficar se preocupando, criticando. Não existe...
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Por Fábio Wronski

Em uma entrevista recente à revista Quem, o apresentador Tadeu Schmidt, 49 anos, abriu o coração e falou sobre sua evolução em relação à comunidade LGBTQIAPN+. A revelação ocorreu após sua filha Valentina se declarar queer.
“Para os pais que estão passando por esse momento de descoberta: não tem nada de errado. Não tem porque você ficar se preocupando, criticando. Não existe nada de errado na orientação sexual da pessoa. Isso diz respeito a ela”, afirmou Schmidt, enfatizando a importância da aceitação e do respeito à individualidade de cada um.
Segundo o apresentador, o que é realmente errado são as atitudes desonestas e traiçoeiras. “Errado é trair, é você ser um casal hétero e ter várias amantes. Errado é ser desonesto, ser mentiroso. Agora a orientação sexual da pessoa? Esquece isso”, disse ele.
Schmidt também destacou a necessidade de cada pessoa viver de acordo com suas próprias escolhas e desejos. “Cada um que viva do jeito que quiser. Pelo amor de Deus, isso [o duvidar] é muito ultrapassado. E tenho dificuldade de entender os questionamentos. Mas tenho absoluta certeza de que a cada dia que passa o ser humano vai se tornando menos preconceituoso”, afirmou.
O apresentador conta com o apoio de sua outra filha, Laura, para ajudá-lo a entender e a combater o machismo. “Se vejo um stand-up e tem uma piada falando de homem e mulher, eu mando no grupo da família ‘vocês acham que é machismo?’, e elas falam ‘é machismo’. Aprendo com elas que não é só uma brincadeira. É um processo eterno [de letramento], e eu nunca vou ser à prova de falhas”, explicou.
Schmidt acredita que a sociedade está caminhando para um futuro sem preconceito, embora admita que não espera ver esse futuro. Ele criticou a falta de aceitação de diversidade por parte de sua geração, lembrando que cresceu em uma sociedade homofóbica.
“Erámos mais preconceituosos no passado, estamos menos preconceituosos hoje e seremos muito menos preconceituosos no futuro até um ponto em que vai acabar o preconceito. É um caminho inexorável, não tem como voltar atrás”, concluiu.
Crédito entrevista: Revista Quem.
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